segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Esta palavra saudade

"Esta palavra saudade
Que eu trago na garganta"!...
Meu Deus!...
Como o poeta tinha razão!...

Palavra triste...
Palavra alegre...
Palavra que amarga...
Palavra que acompanha...
Palavra que mata...
Palavra que acarinha...
Palavra que amassa...

Saudade de quem partiu...
Saudade de quem amou...
Saudade de uma vida...
De algo que já passou!...

E como o poeta tinha razão!...
Palavra sem tradução!...
 
Alentejo, Abril de 2008
Conceição Santos


domingo, 13 de fevereiro de 2011

Bolo de Mandioca

200g de mandioca crua, ralada
1 ovo
½ chávena de leite
½ chávena de manteiga
225g de açúcar
50g de farinha de trigo
2 colheres (chá) de fermento em pó
Sal q.b.


Misture a mandioca com o ovo e o leite. 
De seguida bata a manteiga e o açúcar até que fique cremoso.
Junte as duas misturas e bata. Adicione a farinha. (que também já deve estar misturada com o fermento e uma pitada de sal) Mexa muito bem.
Deite numa forma de bolo untada e leve a cozer no forno a uma temperatura média.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Máhime ou matete

250g de farinha de milho
1 litro de leite
½ chávena de açúcar
Canela q.b.

  Ferva o leite com o açúcar.
Entretanto, dissolva a farinha num pouco de leite frio.
Junte a farinha dissolvida com o leite fervido e mexa muito bem, para não encaroçar. Leve ao lume mexendo sempre. Deixe como um creme.
(Se precisar junte mais um pouco de leite ou farinha, pois a consistência varia consoante a qualidade da farinha).Deite em pratinhos ou travessa e polvilhe com canela.
Pode juntar uma casca de limão durante a cozedura se gostar.

Nota:o matete é feito do mesmo modo, mas o leite é substituído por água.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Alentejo é uma tela de Miró




Dia após dia olho a paisagem…
O azul do céu, o correr das nuvens!…
Um peneireiro bate as suas asas…
Rapidamente pica sobre a sua presa!…
Lá longe a cegonha passeia…
Como tem um andar elegante!…
O rebanho anda calmamente…
Olho novamente a paisagem!…
Fecho os olhos e sinto!…
Sinto o ondular do vento…
Aquela brisa que passa…
Num correr lento e quente…
Sinto o calor do sol…
Caindo sobre a minha pele.
E o cheiro!…meu Deus o cheiro!…
O cheiro da terra quente!…
O perfume das flores silvestres…
Numa mistura de ervas aromáticas!…
Lá estão os poejos com as margaridas…
Os orégãos com as papoilas…
Olho novamente a paisagem…
As cores se misturam tão definidas!…
O amarelo, o verde e o encarnado!…
Cores tão brilhante e distintas…
Decididamente o Alentejo é!…
É uma tela de Miró!…


quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Torta de cenoura

500 g. de açúcar
500 g. de cenoura cozida e passada
4 ovos
4 colheres(sopa) de farinha sem fermento
Raspa de laranja ou limão.
Mistura de açúcar com canela(facultativo)
 
Bata bem os ovos com o açúcar.
Junte a cenoura passada a farinha e a raspa de laranja ou limão.
Forre um tabuleiro com papel vegetal e depois unte com manteiga.
Verta a massa e leve ao forno o tabuleiro a cozer em lume médio.
Depois de cozer, deite sobre um pano polvilhado com a mistura de açúcar e canela(pode ser só açúcar).
Retire o papel vegetal.
Enrole com cuidado fazendo um pouco de pressão á medida que for enrolando.
A torta não deve ficar cozida em excesso.
Quando se espetar o palito este deve vir ligeiramente húmido, e com um pouco de massa agarrada.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Tarte de maçã

Ingredientes
5 maçãs
Canela
Sumo de limão
5 colheres (sopa) de açúcar

Para a massa:

1 chávena de farinha
1/2 chávena de açúcar
1/2 chávena de nozes picadas
120 g de manteiga
Canela q.b.

Cortam-se as maçãs às rodelas finas, rega-se com sumo de limão para não escurecerem e polvilham-se com canela e reservam-se.
Entretanto amassa-se todos os ingredientes com as mãos. (não é preciso amassar muito)
De seguida colocam-se as maçãs às camadas, na tarteira, intervaladas com massa.
Polvilha-se com mais um pouco de canela e vai ao forno, durante cerca de 40 minutos.




domingo, 6 de fevereiro de 2011

De lá e de cá

Não sou de lá!. . .
Sou de cá.
Mas é como se de lá fosse. . .
Quando estou cá. . .
Quero estar lá.
Quando estava lá!. . .
Queria estar cá.
Entre o cá e o lá. . .
O meu coração se reparte. . .
A minha alma se aperta. . .
Os meus olhos choram. . .
Choram de saudade do lá. . .
Dos seus cheiros. . .
Do seu sol e tanto mais!. . .
Quando estava lá. . .
Chorava de saudades do cá! . . .
Da minha família, dos meus amigos. . .
Até dos passeios que pisei.
Como viver assim?
Neste dividir constante. . .
Entre o cá e o lá! . . .

Conceição santos


sábado, 5 de fevereiro de 2011

Kibeba

 
1 quilo de chocos
1 quilo de mandioca
2 cebolas grandes
1 chávena (chá) de óleo de palma
Gindungo q.b.
Água q.b.
Tomate q.b. (facultativo)


 
Coza o choco e corte em pedaços pequenos.
Descasque a mandioca e corte-a aos pedaços (como se faz à batata para caldeirada) e as cebolas às rodelas.
Disponha num tacho, alternadamente em camadas de mandioca, choco e cebola.( há quem junte camadas de tomate)
Tempere com óleo de palma, gindungo e sal e leve ao lume brando.
Acrescente um pouco de água, para ficar com molho.
Há quem faça a kibeba com banha, mas o tradicional é óleo de palma.
Também se pode usar peixe grosso.( o típico é o choco)





quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Aquela árvore na beira da estrada

Aquela árvore!…
Aquela árvore na beira da estrada…
Linda e majestosa…
Os braços estendidos ao vento…
Os ramos verdes e frutos maduros…
A sua sombra deliciosa!…
Convida a preguiça numa tarde Verão…
Aquela árvore!…
Onde os pássaros fazem os ninhos…
O chilrear é constante…
O pastor dorme na sua sombra…
O cão guarda o rebanho…
Os animais guardam as suas crias…
As formigas labutam ao som da cigarra…
Aquela árvore!…
É só uma recordação…
Morreu…secou e virou lenha…
Mas no meu pensamento!…
Ela continua lá!…
Aquela árvore na beira da estrada!…


terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Arroz pintado

300 g de arroz
2 dl de feijão (a gosto) cozido
1 cebola grande
500 g de tomates maduros
Leite de coco q.b.
Azeite q.b.
Sal q.b.
Coentros (opcional)
Faça um refogado com a cebola picada, azeite e o
tomate cortado e deixe apurar.
Depois junte o feijão e um pouco da água da
cozedura e deixe apurar mais um pouco.
Adicione então o leite de coco (o dobro do volume
do arroz) e tempere com sal. Logo que levante
fervura, junte o arroz. Deixe cozer em lume
brando durante cerca de 10 minutos (o tempo da
cozedura varia com a qualidade do arroz). 
Sugiro que…Para dar um toque pessoal ao arroz, junte um pouco de coentros picados no final.