quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Torta de laranja/Rolo de ovos



Um saboroso bolo que em Castelo branco é conhecido por "Rolo de Ovos"
Eu cozinho-a baseada na receita tradicional de Castelo Branco. Claro que há outras receitas igualmente saborosas, também as conheço...mas fico por esta.



Torta de laranja

10 ovos
250g de açúcar
1 laran ja
Comece por ralar a casca da laranja e tirar-lhe o sumo.
Bata muito bem os ovos com o açúcar, adicione a casca de laranja ralada e o sumo. Envolva muito bem todos os ingredientes.
Forre um tabuleiro com papel próprio para bolos. Se quiser unte com manteiga e polvilhe com farinha o tabuleiro. (eu utiliso o papel) Verta a massa no tabuleiro e leve ao forno a cozer. Depois de cozida, desenforme sobre um pano polvilhado com açúcar e enrole.


Tenho a noção de que as minhas fotos da torta não condizem com o sabor que ela tem. Bom apetite.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Tiramisù


Foto de Mário Cerdeira



A origen do Tiramisù é incerta , pois cada região reinvindica a invenção desta deliciosa sobremesa. Por causa da popularidade do Tiramisù existe uma espécie de disputa entre as regiões da Toscana, Piemonte e Veneto.
A versão oficial coloca o nascimento do tiramisù , no século XVII  em Florença, Toscana quando alguns confeiteiros de Siena decidiram fazer um doce especial num banquete, para comemorar a chegada do grão-duque da Toscana, Cosimo III da família Medici.
O doce refletia a personalidade do grão-duque, que era uma pessoa importante, simples e apaixonado por doces. Teria sido assim que nasceu o Tiramisù, confecionado com ingredientes simples mas saborosos. Naquela época foi batizado de “zuppa del duca” em homenagem ao duque que levou a receita para Florença, sendo esta receita rapidamente conhecida em toda a Itália.
 Dizem que o tiramisù se transformou na sobremesa preferida dos nobres, que os ingredientes eram afrodisíacos e excitantes, fazendo surgir o nome Tiramisù, que traduzido quer mais ou menos dizer “me puxa para fora” , “saio de mim” ou "levanta-me".
Existem outras versões não oficiais  que dizem que o Tiramisù foi inventado por um confeiteiro de Turim, que se encontrava na região de Piemonte, para homenagear Camillo Benso , Conde de Cavour um dos responsáveis pela unificação da Itália.
A região de Vêneto também tem a sua própria versão que  a localizam no século XX, depois de acabar a Segunda Grande Guerra, em Treviso, no restaurante "Da Alfredo", a primeira casa do grupo "Torlá". O nome viria da sobremesa energética "che ti tira su" (que te faz levantar) usada para revigorar boêmios das noitadas passadas nos bordéis do Vêneto. No entanto, o restaurante nunca reivindicou sua criação.
Surge uma outra possibilidade em Treviso, é que tenha sido criado no restaurante Le Beccherie, no início dos anos 1950. O restaurante que fechou em 2014.

Deixo aqui a receita oficial do Tiramisú

2 ovos
50g de açúcar
1 pitada de sal
200g de queijo "Mascapone"
1/4 de litro de café (substituí por algum sumo de laranja)
16 palitos "la reine"
Cacau em pó q.b.

Comece por separar as gemas das claras.
Bata as gemas com o açúcar até ficarem esbranquiçadas e espumosas.
Entretanto bata as claras em castelo temperadas com uma pitada de sal até ficarem bem firmes.
Misture as gemas batidas com o queijo muito bem e por ultimo envolva as claras batidas em castelo de baixo para cima.

Verta o café num prato, passe pelo café 8 palitos de maneira a ficarem moles por fora mas rijos por dentro.
Forre o fundo de um tabuleiro ou forma com os palitos embebidos no café. Verta sobre os palitos metade do creme e alise com uma espátula ou faca.
Sobreponha os restantes 8 palitos demolhados no café e verta sobre os palitos o restante creme de queijo. Alise novamente, polvilhe com cacau e leve ao frio por algumas horas.

Nota.
Na minha versão apresentada na foto, substitui o café por sumo de laranja (poderia substituir por uma bebida a meu gosto como rum) e distribui por taças. Em algumas taças adicionei bocados de morangos. Poderá fazer a receita original ou dar-lhe um toque pessoal.

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Coelho em molho de café




1 coelho
1 dl de café forte
1 colher (sopa) de azeite
2 dl de vinho tinto
1 colher (sopa) de banha
1 colher (chá) de vinagre
1 colher (sopa) de manteiga
2 cebolas picadas
Alho a gosto
Pimenta preta q.b. (ou outro picante a gosto)
Louro q.b.
Sal q.b.



Corte o coelho em bocados e junte a cebola, o alho, o louro,o azeite, a banha, a manteiga, o sal e a pimenta.
Leve a lume brando na vasilha tapada e deixe refogar até o coelho alourar um pouco.
Junte o café, o vinho o vinagre e tape novamente.
Deixe ferver no lume brando até apurar.
Se necessário, junte um pouco de água ou caldo. Confirme os temperos e se gostar poderá engrossar o molho com uma pitada de amido de milho ou natas.
Sirva acompanhado a seu gosto.
Não esqueça uma boa salada.


Nota: se preferir pode deixar o coelho temperado com todos os ingredientes durante algumas horas antes de levar ao lume. Assim será cozinhado tudo em cru mas também fica muito saboroso.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Feijoa / goiaba da serra etc.



Feijoa  faz parte da família Myrtaceae que inclui uma única espécie, a Acca sellowiana, conhecida normalmente por goiaba da serra, goiaba do mato, goiaba do campo ou goiaba ananás. É originária das terras altas do sul do Brasil, leste do Paraguai, Uruguai e norte da Argentina.

Fruto semelhantes à goiaba, mas com aroma diferente e agradável. Dizem que o fruto é mais agradável para cheirar do que para comer. Tem um  sabor misto entre a goiaba e o ananás. A polpa é sumarenta e divide-se numa parte gelatinosa,( onde estão as sementes), e uma parte mais firme e levemente granulada junto à casca. O fruto cai da árvore quando maduro, mas pode ser colhido antes, de modo a não ficar danificado.
A polpa granulada junto à casca pode ser utilizada como esfoliante. As pétalas das flores, no final do seu ciclo, também são comestíveis possuindo um sabor suavemente adocicado e agradavelmente perfumado. (se conseguir algumas flores poderei fazer uma geleia)

O botânico alemão Otto Karl Berg deu-lhe o nome de feijoa em honra do naturalista luso-brasileiro João da Silva Feijó (1760-1824). Porque João da Silva Feijó quando viveu no Ceará, foi encarregado pela coroa portuguesa de mandar exemplares da flora nordestina para o Real Jardim Botânico da Prússia. Entre os exemplares que mandou e estudou lá estava esta planta, o que mais tarde, ocasionaria a homenagem.

A feijoa é uma planta de ambientes quentes-temperados a subtropicais, desenvolvendo-se também nos trópicos, requerendo, contudo, alguns dias de baixas temperaturas (chilling requirement) para poder frutificar. No hemisfério norte, tem sido cultivada até a Escócia, mas nem sempre frutifica porque temperaturas abaixo dos -9 °C destroem os botões florais. É uma planta bastante popular na Nova Zelândia, onde é cultivada nos jardins. Claro que também se espalhou em África.

A que apresento na foto é natural aqui da zona (Alentejo Litoral) onde habito.
Este fruto pode ser consumido fresco ou pode-se utilizar em marmelada e geleias. O seu sumo pode ser consumido como o de outros frutos, proporcionando agradáveis e refrescantes bebidas.


Geleia de Feijoa


Feijoa cortada finamente q.b.
Açúcar: mesmo peso da feijoa em açúcar (roubei um pouco)
Água: metade da quantidade (em volume) do açúcar
Casca de limão e um pouco de sumo q.b.
Um pau de canela


Leve ao lume a água com o açucar, o pau de canela e a casca de limão, deixe ferver um pouco e adicione a jeijoa cortada finemente. Adicione um pouco de sumo de limão e deixe ferver até apurar a seu gosto. (eu retirei do lume quando começou a fazer uma leve estrada)

Nota: Pode triturar a geleia se preferir ou té mesmo não utilizar a casca da feijoa.


segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Massa folhada com frutos vermelhos e creme Mascapone

Foto de Mário Cerdeira


Creme Mascapone

Creme de queijo Mascarpone é um creme delicioso e requintado. Como é extremamente leve e com sabor delicado, combina com praticamente tudo…
Na confeitaria encontra-o em recheio de tortas, como recheio e cobertura de bolos e até a acompanhar compotas.
É um creme muito fácil de fazer mas aconselho que utilize sempre queijo Mascapone. Outra qualidade de queijo creme nunca ficará o mesmo.
1 embalagem de queijo Mascapone
1 embalagem de natas para bater
Mais ou menos 30g de açúcar em pó


Junte todos os ingredientes na tigela da batedeira.
Bata até ficar como o chantili, mas tenha cuidado para não bater demais e ficar manteiga. (acontece o mesmo ao chantili, se bater demais fica manteiga)
Como vê, é fácil e rápido fazer o seu creme Mascapone.
Foto de Mário Cedeira

Para fazer os bolos de massa folhada com frutos vermelhos precisa de:
Massa folhada q.b.
Frutos vermelhos a seu gosto

Comece por recortar a massa folhada a seu gosto (eu cortei em circulo) e leve ao forno até ficar cozida a seu gosto.
Retire do forno, deixe arrefecer e então abra a massa ao meio com a ajuda de uma faca (mas com cuidado para não partir a massa) e recheie com o creme Mascapone a seu gosto. (poderá se quiser juntar pequenos pedaços de frutos vermelhos ao creme)
Depois de juntar as duas partes dos bolos de massa folhada, barre por cima com mais creme Mascapone e decore com os frutos vermelhos.
Nota: Se desejar, pode substituir os frutos vermelhos por raspas ou pepitas de chocolate que também fica uma sobremesa fácil de fazer, linda e deliciosa. 

Foto de Mário Cerdeira

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Lombo de Porco Com Molho de Laranja



Lombo de Porco Com Molho de Laranja


Lombo de porco
Sal q. b.
Laranja q.b.
Manteiga q.b. (pode utilizar um outro óleo a seu gosto)
Mostarda q.b.
Açúcar ou picante a gosto (facultativo)
Ervas de Provença a gosto (pode substituir por outras ervas a seu gosto)



Tempere a carne com alho sal, ervas de Provença e manteiga.
Leve a carne ao forno num tabuleiro com rodelas de uma laranja e sumo de laranja á temperatura de 180º. (mais ou menos 40m, varia da quantidade da carne e do forno)
Depois de assada, retire a carne e corte em fatias não muito finas para ficar mais suculenta.
Entretanto escorra o molho que ficou no tabuleiro para um tachinho e leve a lume brando, junte mostarda a seu gosto e mais sumo de laranja, deixe apurar o molho a seu gosto. (Se gostar pode adicionar um pouquinho de açúcar ou picante)
Acompanhe a seu gosto e sirva o molho numa molheira.



Nota: não indico quantidades porque variam do tamanho do lombo que vai cozinhar

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Tarte de Grão



1 embalagem de massa quebrada (ou outra massa a gosto)
250g de açúcar
25g de farinha
125g de grão cozido (pode ser embalado)
30g de margarina derretida e arrefecida
2 ovos
2 gemas
Raspa de limão q.b.
Açúcar em pó para polvilhar
Ganela em pó a gosto



Triture o grão com a varinha mágica, até ficar em puré.
Misture o açúcar, a farinha, o puré de grão, os ovos e as gemas, a margarina, a raspa de limão e a canela. Mexa bem até ficar uma massa homogénea.
Unte uma tarteira com manteiga e forre com a massa quebrada, pique o fundo com um garfo para não ganhar ar.
Verta o recheio sobre a massa e espalhe, polvilhe com uma boa quantidade de  açúcar em pó (é o que cria a superfície estaladiça).
Leve a forno pré-aquecido a 180ºC, cerca de 30 minutos.

Bom apetite.


sábado, 9 de dezembro de 2017

Fatias douradas em miniatura

Todos cá em casa gostam de fatias douradas. Quando os meus filhos eram crianças era normal depois das festas encontrar bocados de fatias escondidos porque não conseguiam come-las completamente. Perante isto resolvi começar a fazer estas pequenas fatias que muitas vezes decorei e até utilizei noutros eventos festivos em que a criançada estava presente.



Fatias douradas em miniatura

Pão tipo baguete pequena q.b.
Leite q.b.
Ovos q.b.
Óleo para fritar q.b.
Açúcar e canela em pó q.b.
Casca de limão q.b.
1 pau de canela

Corte a baguete em pequenas fatias.
Leve ao lume o leite com açúcar a gosto, casca de limão e o pau de canela. Quando levantar fervura, retire do lume e reserve.
Entretanto bata os ovos.
 Quando o leite estiver morno, demolhe as fatias de pão de maneira a não ficarem muito embebidas, passe o pão pelo ovo batido e frite imediatamente em óleo bem quente. Vire-as de modo a ficarem bem douradinhas dos dois lados.
Depois de fritas, escorra e polvilhe bem com açúcar e canela se quiser.
No entanto poderá barra-las com um creme a seu gosto de modo a ficarem diferentes e apelativas para as crianças.

Eu utilizei creme de pasteleiro, mas pode barrar com doce de ovos, creme de chocolate, etc.

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Moqueca de bacalhau






Moqueca de bacalhau (4 doses)

4 postas de bacalhau demolhado
Azeite q.b.
1 cebola
Alho a gosto
4 tomates maduros migados
1 pimento cortado (utilizei duas cores de pimento)
Óleo de palma a gosto (utilizei massa de dendém)
1 folha de louro
Coentros picados a gosto
Leite de coco a gosto (utilizei meia embalagem)
Sal q.b.
Picante a gosto

Comece por dar uma pequena fervura ao bacalhau em água. Assim que começar a ferver retire do lume e reserve a água do bacalhau e o bacalhau em separado.

Entretanto faça um refogado com azeite, cebola e o alho. Quando estiver refogado, adicione o tomate migado, o pimento cortado em pequenas tiras e deixe novamente cozinhar por alguns minutos.
Adicione um pouco de água de ferver o bacalhau, (a quantidade de água varia consoante o molho deixado pelo  tomate) tempere com o sal necessário, óleo de palma, louro, picante, metade dos coentros picados e deixe ferver até ganhar alguma consistência. Por fim junte as postas de bacalhau e o leite de coco e deixe cozinhar mais alguns minutos até ficar apurado a seu gosto. (não esqueça de retificar os temperos antes de tirar do lume)
Polvilhe com os restantes coentros antes de servir.
Acompanhe a moqueca a seu gosto. (eu acompanhei com batata doce e espinafres salteados assim como azeitonas para lhe dar um toque tradicional português)

Nota: Em Angola dá-se o nome de moamba ou muamba à massa de dendém. Óleo de palma virgem é o óleo que se retira da superfície da vasilha onde se cozinha e esmaga o dendém. A moamba é a massa que fica do dendém cozido e esmagado depois de retirado o óleo virgem. Tomar em atenção que também há no mercado óleo de dendém refinado industrialmente mas que não é de tão saudável qualidade.

É esta massa de dendém ou moamba que dá o nome á tradicional moamba de galinha.


sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Hidromel (a primeira bebida alcoólica produzida pelo homem)



Este mês fui até Grândola à feira do chocolate. Chamaram-lhe feira de chocolate mas tinha muito pouco de chocolate e muito de doces tradicionais e conventuais.
Entre os standes encontrei um que me chamou bastante a atenção. Entre vários produtos relacionados com mel, estava hidromel. A primeira bebida alcoólica produzida pelo homem.
Dizem que:
Os povos celtas já apreciavam o hidromel.
Os romanos atribuíam-lhe propriedades afrodisíacas.
Os vikings responsabilizavam-no pelas bravuras dos seus guerreiros.
Os gregos consideravam-no a bebida dos deuses.

Poderei juntar a estas citações que em Angola até cerca de 1910 era uma bebida muito comum com o nome de zuua. Foi proibido a sua fabricação porque deixavam que a sua fermentação fosse elevada e assim o seu teor alcoólico também era grande, havendo frequentemente casos de grande embriagues.
Isto por volta de 1910 como diz o etnógrafo Óscar Ribas no seu livro Missosso. 
Eu estive lá bem mais tarde e era normal encontrar alambiques escondidos que fabricavam esta bebida… também era normal ver os cavalheiros cambaleando pelas ruas. (se calhar era do vento)


Hidromel é o nome que se dá à bebida alcoólica em que a maior percentagem de açúcar fermentado têm origem no mel, (a proporção de produção é uma parte de mel e duas de água) independentemente dos adicionantes utilizados na preparação do mosto. Como é uma bebida alcoólica fermentada, os seus teores alcoólicos variam consoante as leveduras adotadas na produção. Os produtores artesanais conseguem teores alcoólicos por volta de 20%.
Esta bebida é muito apreciada desde a antiguidade, passando pela Grécia Antiga, Roma Antiga, Leste europeu, eslavos, anglo-saxões, saxões, vikings, celtas, francos, etc.   
Entre os vikings era tão consumida e reconhecida que a própria Mitologia Nórdica explicava o seu surgimento e sua grandiosidade.
Também os maias consumiam uma bebida idêntica.
Na Irlanda era tradição e dever, os casais recém-casados consumirem esta bebida durante o primeiro ciclo lunar (ou mês) após o casamento. Daí surgiu a tradicional lua de mel.

A receita base do hidromel consiste em água, mel e levedura, A partir desta receita básica é possível adicionar um sem numero de ingredientes, como frutas, especiarias, ervas, flores, sementes, etc.etc.
Não se sabe ao certo onde esta bebida alcoólica surgiu, porque há registos de que várias civilizações descobriram que a fermentação de mel originava uma bebida alcoólica. No entanto a história diz-nos que já era consumido há pelo menos oito mil anos. A sua produção é anterior ao fabrico do vinho e à da cerveja.
Segundo Plínio, foi Aristeu quem criou a primeira formula do hidromel. (li isto algures)
As teorias sobre o seu surgimento são várias, mas a mais aceitável remonta à pré-história que diz:
Que quando o homem ainda era nômada, encontrava facilmente colmeias, então ele retirava o mel das colmeias e misturava na água que normalmente transportava. Aos poucos com o consumir desta água doce pelos homens, a bebida começava a fermentar com a ajuda de leveduras selvagens, deixadas pela boca e deixadas pelo ar que transformavam o açúcar do mel em álcool. (um dos exemplos desta realidade é ainda hoje utilizada por alguns povos da Amazónia que cospem para os recipientes quando estão a fabricar as suas tradicionais bebidas alcoólicas)
Quando o vinho e a cerveja apareceram, houve um declínio no consumo do hidromel. Estas bebidas tornaram-se mais baratas e ao mesmo tempo o mel tornou-se mais caro e um dos principais motivos foi o aumento do mel, desencadeado pela urbanização das cidades. (o mel foi direcionado para outras utilizações)

Em Portugal é pouco popular, mas está a ganhar o seu espaço entre as bebidas generosas.





Imagens autorizadas por Apiagro