quinta-feira, 22 de março de 2018

Folar da Páscoa





Lenda do folar da Páscoa

Numa aldeia portuguesa, vivia uma jovem chamada Mariana que desejava casar nova, mas não tinha pretendentes.
Então resolveu rezar a santa Catarina.
Tanto rezou a Santa Catarina que um dia lhe surgiram dois pretendentes: um fidalgo rico e um lavrador pobre, ambos jovens e belos.
Como Mariana não sabia qual escolher, recorreu novamente a Santa Catarina para fazer a escolha certa. Enquanto estava a rezar, bateu o lavrador pobre que se chamava Amaro a pedir-lhe uma resposta e marcando como data limite o Domingo de Ramos.
Passados alguns minutos, apareceu o fidalgo a pedir-lhe também uma decisão e marcando-lhe como limite a mesma data.
Mariana não sabia o que fazer.

No Domingo de Ramos, uma vizinha apareceu muito aflita avisar Mariana que o fidalgo e o lavrador se tinham cruzado num caminho e naquele momento, travavam uma luta de morte. Mariana correu até onde os dois se defrontavam, parou a luta e escolheu Amaro, o lavrador pobre.
No entanto Mariana continuava atormentada, porque lhe tinham dito que o fidalgo apareceria no dia do casamento para matar Amaro. Na véspera do Domingo de Páscoa, Mariana rezou a Santa Catarina e a imagem da Santa, ao que parece, sorriu-lhe.
No domingo de Páscoa, Mariana foi colocar flores no altar da Santa e, quando chegou a casa, tinha em cima da mesa, um grande bolo muito brilhante com ovos inteiros rodeado de flores. Eram as mesmas flores que Mariana tinha colocado no altar.
Então, correu para casa de Amaro, mas encontraram-se no caminho. Amaro contou-lhe que também tinha recebido um bolo igual. Pensaram ter sido coisa do fidalgo. Correram para casa do fidalgo para lhe agradecerem, mas o fidalgo também tinha recebido um bolo igual.
Mariana ficou convencida de que tudo tinha sido milagre de Santa Catarina para fazer com que todos se reconciliassem com amizade.
Este bolo que inicialmente se chamava folore, com o tempo, tornou-se conhecido como folar e transformou-se numa tradição que celebra a amizade e a reconciliação.
Durante as festas Pascais cristãs os afilhados costumam levar, no Domingo de Ramos, um ramo à madrinha de batismo e esta, no Domingo de Páscoa, oferece-lhe em retribuição um folar.
Esta lenda é tão antiga que se desconhece a sua data de origem, no entanto esta tradição da oferta do Folar da Páscoa chegou até aos nossos dias.
Se quiser confecionar o Folar da Páscoa para oferecer ao seu afilhado ou colocar na sua mesa no Domingo de Páscoa aqui deixo esta receita muito simples mas deliciosa.



Folar da Páscoa

500g de farinha
125ml de água morna
25g de margarina ou manteiga
3 ovos
125g de açúcar
1 colher de (chá) de erva doce moída
2 ovos cozidos
Raspa de laranja ou de limão a gosto
Fermento de padeiro q.b. (utilizei em barra 25g)
Sal q.b.


Numa vasilha coloque em monte a farinha e abra um buraco no meio. Adicione no buraco da farinha, os ingredientes secos, os ovos e a água e amasse até estar tudo bem ligado.
Polvilhe a mesa onde vai trabalhar e coloque a massa sobre o polvilhado. Amasse energicamente durante uns 10 minutos.
Coloque a massa numa vasilha tipo alguidar e polvilhe com farinha. Abafe com um pano e deixe levedar pelo menos uma hora em lugar quente e seco.
Unte um tabuleiro de ir ao forno ou forre com papel antiaderente. Verta a massa no tabuleiro, dê a forma que desejar ao bolo, tape novamente com o pano e deixe levedar mais uns 30 minutos.
Entretanto aqueça o forno a 200ºC.
Antes de levar o folar ao forno, coloque os ovos e pincele com uma gema de ovo.
Leve ao forno até estar cozido a seu gosto. (no meu forno levou 30 minutos, mas os fornos não são todos iguais)

Notas: Pode enfeitar com tiras de massa e até poderá fazer o folar sem ovos cozidos.

Se tiver uma boa batedeira, poderá simplesmente juntar todos os ingredientes e bater com as varetas mais grossas e depois trabalhar a massa na mesa.
Eu utilizei a máquina de fazer pão que bate e leveda o tempo necessário, só depois trabalhei a massa para colocar no tabuleiro.

terça-feira, 20 de março de 2018

Feijão congo/Feijoada de feijão congo










Hoje trago sabores quentes de África! Uma feijoada de feijão congo para aquecer a alma nestes dias de chuva, pois parece que o Inverno 
não quer dar lugar á Primavera! Para quem não conhece, o feijão congo, é um feijão pequeno, acastanhado, arredondado e com um sabor característico bastante acentuado. Tudo leva a crer que tem origem africana e que se terá dispersado para outras regiões com climas semelhantes. É um feijão muito presente na cachupa… (não fosse este prato bem africano)




  
Feijoada de feijão congo (4 a 6 doses)

400g de feijão congo cozido
300g de milho cozido
2 batatas doces (+ ou - 500g)
Abóbora cortada em cubos q.b.
1 cebola
Alho q.b.
1 folha de louro
Meio chispe
Entrecosto q.b.
Frango q.b.
1 chouriço de carne
Picante a gosto
Pimentão doce q.b.
Sal q.b.
Azeite para o refogado
Coentros migados a gosto

Coza o feijão e o milho em água depois de ter estado de molho.
Coza a batata doce com a pelo. (assim não se desfaz no guisado)
Coza as carnes em água e sal. (não junte o chouriço)

Comece por fazer um refogado com azeite, cebola e alho. Depois de alourar a cebola, adicione o chouriço cortado a seu gosto e deixe refogar um pouco. Junte um pouco da água de cozer as carnes e o feijão, (não muita para a feijoada não ficar muito aguada) quando levantar fervura, junte a abóbora, o feijão cozido, o milho cozido e as carnes cozidas e cortadas. Tempere com os restantes temperos e metade dos coentros migados. Deixe apurar. Quando estiver quase apurada a seu gosto, adicione a batata doce, pelada e cortada em cubos.
Antes de servir, polvilhe com os restantes coentros.

Nota: penso que deve dar o seu toque especial nesta feijoada para poder dizer que "eu faço a melhor feijoada africana". Quero dizer que pode adicionar outros ingredientes africanos a seu gosto assim como outras carnes.
Bom apetite.

sexta-feira, 2 de março de 2018

Cuscos Transmontanos com Camarão



Cuscos transmontanos são os últimos resistentes em Portugal, pois já há muito desapareceram do resto do nosso país.
Os cuscos são produzidos a partir de farinha de trigo barbela, (também esta variedade de trigo está em vias de desaparecer) chegou ao nosso país quando da presença moura e tem influencias do Magrebe.
Não me vou alongar porque muito se tem falado de cuscos. Dêem uma olhada neste site:

 http://www.memoriamedia.net/index.php/cuscos




Cuscos transmontanos com camarão (4 doses)

400g de cuscos transmontanos
200g de miolo de camarão
Camarão com casca q.b. (não obrigatório)
Azeite q.b.
Manteiga q.b.
Alho a gosto
1,5 litro de água ou caldo de camarão
Sal q.b.
Coentros a gosto
Pimenta preta a gosto

Coza os cuscos em água a ferver (ou caldo de camarão) temperada. Eu gosto de deixar os cuscos caldosos, para isto tenho sempre água quente que adiciono aos cuscos se necessário.
Entretanto frite o marisco e o alho num pouco de azeite e manteiga.
Adicione aos cuscos cozidos, o marisco e o azeite de fritar, envolva, retifique os temperos a seu gosto, adicione metade dos coentros migados, leve ao lume só para o paladar ficar todo por igual. (um minuto é o suficiente)
 Adicione os restantes coentros migados antes de servir. Bom apetite.

Nota: tenho sempre congelado água de cozer marisco que reparto por vários sacos e congelo. É um hábito que me facilita a confeção de vários pratos. Neste caso utilizei uma parte do caldo de cozer marisco no Natal. No entanto aconselho (se não tiver caldo) a utilizar um ou dois cubos de caldo de marisco para adicionar à água onde coze os cuscos.



segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Rancho de butelo e casulas (Trás os Montes)


Butelo e Casulas


Já se tornou normal no mês de Fevereiro realizar-se em Bragança e arredores o festival gastronómico dedicado ao butelo e às casulas.
Para muita gente ouvir falar de butelo e de casulas é algo estranho…mas para as gentes transmontanas é como leva-las aos tempos em que se vivia do fumeiro e do que a terra dava. Secava-se o feijão com as cascas para se comer de Inverno e tínhamos as casulas (ou cascas).
O butelo faz parte dos maravilhosos enchidos que esta maravilhosa zona coloca no fumeiro. Já falei  nele o ano passado nestas páginas.
A verdade é que estes ingredientes fazem parte regularmente das refeições aqui em casa. Não me posso esquecer que sou do norte, sou uma orgulhosa minhota onde a gastronomia é muito rica e aprendi desde muito cedo a cozinha-la…mas…casei-me com um transmontano e entrei facilmente neste mundo gastronómico.

Cozido com casulas e butelo

   
Este ano no Carnaval cozinhei um cozido em que as cascas (ou casulas) e o butelo estiveram presentes, mas este fim de semana apeteceu-me um rancho e resolvi confecinar o rancho com cascas e butelo.
Posso afirmar que rancho confecinado com cascas e butelo é uma maravilha. Experimentem que de certeza vão gostar.

Rancho de butelo e casulas


Rancho de butelo e casulas (8 doses)

1 butelo (mais ou menos700g)
250g de cascas
1 cebola
Alho a gosto
1 folha de louro
4 cenouras médias
4 batatas médias
500g de massa cortada (utilizei pontas)
Colorau q.b.
Pimenta preta q.b.
Sal q.b.
Azeite q.b.
salsa picada (não obrigatório)

Comece por cozer o butelo com as cascas em água já a ferver.
Quando as cascas estiverem quase cozidas, tempere com o sal. (se cozer as cascas sem sal, estas cozem mais depressa)
Eu cozi no dia anterior as cascas e o butelo.

Faça um refogado com azeite, cebola e alho. Quando o refogado estiver no ponto, junte um pouco de água de preferência quente. (tenho sempre água quente na cafeteira eléctrica)
Adicione nesta água com refogado, as batatas descascadas e cortadas em pequenos bocados assim como a cenoura. Tempere com pimenta, sal, colorau e o louro. Deixe levantar fervura. Depois adicione a massa, mecha para não pegar e junte o butelo em bocados e as cascas. Se necessário junte mais um pouco de água ou do caldo de cozer o butelo e as cascas. (eu não utilizo a água de cozer o butelo para não adicionar muita gordura ao rancho. Se vir que o paladar necessita de um cubo de carne, adiciono)
Deixe cozer um pouco. Retifique os temperos e aproveite para juntar a salsa picada. Deixe apurar a seu gosto.
Bom apetite.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Tarte de queijo fresco e espinafres




Naqueles dias em que nos apetece uma comida simples, esta tarte de queijo fresco e espinafres é uma boa sugestão.

Para a massa

2 chávenas de farinha
1 chávena de margarina
1/2 chávena de leite
1ovo


Misturam-se os ingredientes sem se bater, só misturar, forra-se com a mesma uma forma de tarte (não precisa untar a forma)



Recheio

Espinafres q.b.
Alho q.b.
Azeite q.b.
Queijo fresco q.b. (utilizei requeijão)
5 ovos
1 pacote de natas
Sal q.b.

Tem-se espinafres salteados(eu faço c/espinafres congelados) pico alho um fio de azeite e levo ao lume até os espinafres estarem salteados, deito-os dentro da tarte espalhando-os bem, em seguida corto fatias de queijo fresco ponho por cima dos espinafres e por ultimo 5 ovos batidos c/ 1 pacote de natas um pouco de sal verte-se tudo por cima e vai ao forno.

Parece complicada mas digo-vos que é fácil de fazer e com esta receita da massa faço todas as tartes doces, apenas que nas salgadas ponho um pouco de sal, com a mesma massa faço empadinhas de galinha, não tenho trabalho em forrar as formas.


Nota: Esta receita foi-me cedida pela minha amiga Cachopinha há mais de 10 anos. Faço-a regularmente pois é muito simples e saborosa.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Musse de bolacha




Hoje deixo aqui uma musse simples e saborosa.
A musse de bolacha é um doce rápido e que por norma nos desenrasca numa refeição em que a sobremesa tem de estar presente.



Musse de bolacha   (12 doses)

250 g de bolachas (utilisei Maria)
120 g de açúcar
6 Ovos
3,5 dl de  leite
0,5 dl de água



Esmigalhe as bolachas e regue-as com o leite quente para amolecerem.
Leve ao lume numa vasilha o açúcar e a água e deixe ferver 2 ou 3 minutos. Retire o açúcar do lume e adicione  ás gemas batidas lentamente, mexendo sempre para não talhar. Leve o doce de ovos ao lume e dê um pequeno aquecimento. (não deixe ferver)
Entretanto bata as bolachas amolecidas no leite até obter uma papa.(Eu utilizei a varinha para ficar bem desfeita)
Junte às bolachas o doce de ovos e mexa bem. Por fim envolva as claras batidas em castelo bem firme (não bata) e está a musse pronta a distribuir por taças. Leve ao frigorífico até servir. 
Antes de servir pode decorar a superfície da musse com bolacha moída, chantili, chocolate, doce etc. etc.
Eu nesta musse decorei uma com doce de arandos vermelhos e a outra com migalhas de bolacha e de chocolate pois sei que torna a musse muito mais saborosa.
Bom apetite.

Dica: Para fazer esta musse pode utilizar qualquer variedade de bolachas ou até mesmo bolos secos. Neste caso terá de tomar em atenção o açúcar que vai adicionar por pode já ter o açúcar necessário.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Filhós/Filhoses de Carnaval Alentejanas



Filhoses de Carnaval

Vivi na minha infância e juventude nos arredores de Lisboa e era normal os meus companheiros e companheiras de brincadeiras comerem filhoses nesta época. Eu que estava habituada a só as ver pelo Natal na mesa em minha casa, achava estranho mas alinhava na degustação das mesmas. É como se diz "O que é doce, nunca amargou".
Com o correr dos anos aprendi que esta tradição de filhoses no Carnaval se estende a várias zonas do nosso país.
Moro no Alentejo há mais de vinte anos e também aqui encontrei as filhoses de Carnaval. Claro que tive de perguntar como as confecionavam e também criei este hábito de as confecionar no Carnaval.
Dizem por estes lados que elas ficam com esta forma porque as pessoas antigas as moldavam no joelho...eu não acredito muito nisso...mas enfim...




Filhoses de Carnaval Alentejanas

500g de farinha de trigo q.b.
4 ovos
1dl de leite
4 colheres (sopa) de açúcar 
100g manteiga (ou banha)
Raspa de limão q.b.
Fermento de padeiro q.b.
Óleo para fritar q.b.
Açúcar e canela q.b.




Na vasilha da batedeira: (utilise as varetas para massa grossa)
Junte ovos, leite morno em que dissolveu fermento, manteiga derretida, 3 colheres de açúcar e raspa de limão. Misture tudo e vá adicionando a farinha até que a massa fique com a consistência de massa de pão.(poderá ficar um pouco mais mole)
Bata muito bem e abafe até que a massa levede e pelo menos, duplique o volume. (se colocar num espaço aquecido a massa leveda mais depressa)
 Quando a massa levedar, enfarinhe e separe em pequenas quantidades.
Faça pequenas bolas e tenda-as com as mãos esticando-as de modo a que formem no centro uma depressão mais fina, cercadas por um aro mais espesso em massa.
Frite em óleo quente e vire-as para que alourem dos dois lados.
Depois de fritas, deixe que escorram em papel absorvente e depois polvilhe com açúcar e canela. 
Eu gosto de as comer ainda quentes

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Torta de laranja/Rolo de ovos



Um saboroso bolo que em Castelo branco é conhecido por "Rolo de Ovos"
Eu cozinho-a baseada na receita tradicional de Castelo Branco. Claro que há outras receitas igualmente saborosas, também as conheço...mas fico por esta.



Torta de laranja

10 ovos
250g de açúcar
1 laran ja
Comece por ralar a casca da laranja e tirar-lhe o sumo.
Bata muito bem os ovos com o açúcar, adicione a casca de laranja ralada e o sumo. Envolva muito bem todos os ingredientes.
Forre um tabuleiro com papel próprio para bolos. Se quiser unte com manteiga e polvilhe com farinha o tabuleiro. (eu utiliso o papel) Verta a massa no tabuleiro e leve ao forno a cozer. Depois de cozida, desenforme sobre um pano polvilhado com açúcar e enrole.


Tenho a noção de que as minhas fotos da torta não condizem com o sabor que ela tem. Bom apetite.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Tiramisù


Foto de Mário Cerdeira



A origen do Tiramisù é incerta , pois cada região reinvindica a invenção desta deliciosa sobremesa. Por causa da popularidade do Tiramisù existe uma espécie de disputa entre as regiões da Toscana, Piemonte e Veneto.
A versão oficial coloca o nascimento do tiramisù , no século XVII  em Florença, Toscana quando alguns confeiteiros de Siena decidiram fazer um doce especial num banquete, para comemorar a chegada do grão-duque da Toscana, Cosimo III da família Medici.
O doce refletia a personalidade do grão-duque, que era uma pessoa importante, simples e apaixonado por doces. Teria sido assim que nasceu o Tiramisù, confecionado com ingredientes simples mas saborosos. Naquela época foi batizado de “zuppa del duca” em homenagem ao duque que levou a receita para Florença, sendo esta receita rapidamente conhecida em toda a Itália.
 Dizem que o tiramisù se transformou na sobremesa preferida dos nobres, que os ingredientes eram afrodisíacos e excitantes, fazendo surgir o nome Tiramisù, que traduzido quer mais ou menos dizer “me puxa para fora” , “saio de mim” ou "levanta-me".
Existem outras versões não oficiais  que dizem que o Tiramisù foi inventado por um confeiteiro de Turim, que se encontrava na região de Piemonte, para homenagear Camillo Benso , Conde de Cavour um dos responsáveis pela unificação da Itália.
A região de Vêneto também tem a sua própria versão que  a localizam no século XX, depois de acabar a Segunda Grande Guerra, em Treviso, no restaurante "Da Alfredo", a primeira casa do grupo "Torlá". O nome viria da sobremesa energética "che ti tira su" (que te faz levantar) usada para revigorar boêmios das noitadas passadas nos bordéis do Vêneto. No entanto, o restaurante nunca reivindicou sua criação.
Surge uma outra possibilidade em Treviso, é que tenha sido criado no restaurante Le Beccherie, no início dos anos 1950. O restaurante que fechou em 2014.

Deixo aqui a receita oficial do Tiramisú

2 ovos
50g de açúcar
1 pitada de sal
200g de queijo "Mascapone"
1/4 de litro de café (substituí por algum sumo de laranja)
16 palitos "la reine"
Cacau em pó q.b.

Comece por separar as gemas das claras.
Bata as gemas com o açúcar até ficarem esbranquiçadas e espumosas.
Entretanto bata as claras em castelo temperadas com uma pitada de sal até ficarem bem firmes.
Misture as gemas batidas com o queijo muito bem e por ultimo envolva as claras batidas em castelo de baixo para cima.

Verta o café num prato, passe pelo café 8 palitos de maneira a ficarem moles por fora mas rijos por dentro.
Forre o fundo de um tabuleiro ou forma com os palitos embebidos no café. Verta sobre os palitos metade do creme e alise com uma espátula ou faca.
Sobreponha os restantes 8 palitos demolhados no café e verta sobre os palitos o restante creme de queijo. Alise novamente, polvilhe com cacau e leve ao frio por algumas horas.

Nota.
Na minha versão apresentada na foto, substitui o café por sumo de laranja (poderia substituir por uma bebida a meu gosto como rum) e distribui por taças. Em algumas taças adicionei bocados de morangos. Poderá fazer a receita original ou dar-lhe um toque pessoal.

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Coelho em molho de café




1 coelho
1 dl de café forte
1 colher (sopa) de azeite
2 dl de vinho tinto
1 colher (sopa) de banha
1 colher (chá) de vinagre
1 colher (sopa) de manteiga
2 cebolas picadas
Alho a gosto
Pimenta preta q.b. (ou outro picante a gosto)
Louro q.b.
Sal q.b.



Corte o coelho em bocados e junte a cebola, o alho, o louro,o azeite, a banha, a manteiga, o sal e a pimenta.
Leve a lume brando na vasilha tapada e deixe refogar até o coelho alourar um pouco.
Junte o café, o vinho o vinagre e tape novamente.
Deixe ferver no lume brando até apurar.
Se necessário, junte um pouco de água ou caldo. Confirme os temperos e se gostar poderá engrossar o molho com uma pitada de amido de milho ou natas.
Sirva acompanhado a seu gosto.
Não esqueça uma boa salada.


Nota: se preferir pode deixar o coelho temperado com todos os ingredientes durante algumas horas antes de levar ao lume. Assim será cozinhado tudo em cru mas também fica muito saboroso.