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terça-feira, 2 de outubro de 2018

Tapioca cremosa


A tapioca tem origem no Brasil mas também está muito presente em África, onde é confecionada de várias maneiras. Hoje vou apresentá-la como uma sobremesa idêntica ao arroz doce.




Tapioca cremosa

100g de tapioca
0,5 litro de água
1,5 litro de leite
5 colheres de açúcar
3 gemas de ovo (facultativo)
Casca de laranja ou de limão
Canela em pó
Sal q.b.

Coloque de molho a tapioca na água durante uns 30 minutos.
Entretanto leve ao lume o leite com a casca de laranja até levantar fervura.
Quando o leite estiver a ferver, verta sobre a tapioca demolhada, mexendo sempre e leve novamente ao lume. Adicione o sal e o açúcar e deixe cozer até ficar um creme grosso.
Retire um pouco do creme para uma vasilha para dissolver as gemas com cuidado para o ovo não talhar. Envolva bem o creme com as gemas na tapioca, deixe levantar fervura.
Sirva numa taça grande ou em pequenas, polvilhada com canela.

Bom apetite.



sexta-feira, 22 de junho de 2018

Banana pão assada no forno





Cozinho frequentemente banana pão. Cozida, frita assada como acompanhamento ou de sobremesa ela é sempre bem vinda na minha mesa.

É sabido que esta banana não se come crua. Pode ser cozinhada verde, madura ou muito madura. Neste caso, cozinha-la no forno para sobremesa tem de estar bem madura. Se não tiver banana terra madura, poderá coze-la com a casca em água e depois leva-la ao forno.

Banana pão assada no forno

Banana pão q.b.
Sumo de laranja q.b.
Açúcar q.b.
Manteiga

Corte a banana ao meio, polvilhe com açúcar, adicione pequenas nozes de manteiga e regue com o sumo de laranja.
Leve ao forno até estar cozinhada a seu gosto.
Pode polvilhar com canela antes de servir se gostar.
Bom apetite.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Cachupa à minha moda (6 a 8 doses)




Há uns anos, tive uma empregada de Cabo Verde e foi com esta minha amiga que aprendi a cozinhar cachupa. A verdade é que com ela aprendi que a cachupa se confecionava com o que havia. Ela ia ao frigorífico, retirava os ingredientes que encontrava, fazia o mesmo na despensa e a cachupa nunca era igual.
Se havia chispe ou carnes idênticas, as carnes eram cozidas à parte antes de se fazer a cachupa. (muitas vezes eram salgadas no dia anterior)
Se as carnes eram mais tenras, juntava estas ao refogado como faço nesta minha receita.
A cachupa também poderia ter, abobora, cenoura etc. era o que havia. Também foi com ela que aprendi a juntar grão. Ela dizia que a variedade de produtos enriquecia o sabor. Dedico esta minha receita à minha empregada e amiga Teresa que há uns trinta anos perdi o rasto. Sei que voltou para Cabo verde…





Cachupa à minha moda (6 a 8 doses)

 Meio frango
2 chouriços de carne
1 farinheira
1 morcela
Um naco de entrecosto
Toucinho entremeado q.b.
Alho a gosto
2 cebolas
1 folha de louro
200g de milho (pode usar milho branco e amarelo)
500g de feijão-pedra cozido
200g de feijão encarnado cozido
200g de grão cozido
200g de ervilhas
3 batatas doces
Couve portuguesa q.b.
2 bananas pão verdes
Sal q.b.
Azeite q.b.
Picante a gosto

Coza os feijões, o milho e o grão depois de previamente demolhados.
Eu cozo o feijão pedra separadamente dos outros ingredientes secos.
Coza a banana e as batatas doces com a pele.
Faça um refogado com azeite, cebola e alho. Depois da cebola estar refogada, junte as carnes cortadas em pequenos bocados e deixe refogar. (pode cozer as carnes à parte e juntar no fim ao cozinhado)
Depois de estarem refogadas, adicione um pouco de água para cozer as carnes. Quando as carnes começarem a ferver, adicione as ervilhas, o louro e as couves migadas em grosso assim como o chouriço de carne cortado em rodelas também grossas. Tempere a seu gosto (com o picante, sal e também se gostar um ou dois cubos caldos de carne) e deixe cozer. Quando estiverem quase cozidas as carnes as couves e as ervilhas, junte os feijões, o grão, o milho e a morcela, assim como a farinheira. Retifique os temperos e deixe apurar a seu gosto. Retire a morcela e a farinheira da panela quando estiverem cozidas para então cortar em rodelas.
Antes de apagar o lume, adicione a batata doce cortada em pequenos bocados depois de lhe tirar a pele, rodelas de banana cozida também sem a pele, a morcela e a farinheira cortada.
Sirva polvilhada com coentros migados. (há quem goste mais de salsa)

Nota: Eu gosto de cozinhar cachupa em quantidade que dê para duas refeições.

Normalmente no primeiro dia é comida quase sem caldo, porque o caldo que fica na panela ajuda a apurar a cachupa para o dia seguinte que normalmente sirvo em prato fundo e é comida com colher...



terça-feira, 20 de março de 2018

Feijão congo/Feijoada de feijão congo










Hoje trago sabores quentes de África! Uma feijoada de feijão congo para aquecer a alma nestes dias de chuva, pois parece que o Inverno 
não quer dar lugar á Primavera! Para quem não conhece, o feijão congo, é um feijão pequeno, acastanhado, arredondado e com um sabor característico bastante acentuado. Tudo leva a crer que tem origem africana e que se terá dispersado para outras regiões com climas semelhantes. É um feijão muito presente na cachupa… (não fosse este prato bem africano)




  
Feijoada de feijão congo (4 a 6 doses)

400g de feijão congo cozido
300g de milho cozido
2 batatas doces (+ ou - 500g)
Abóbora cortada em cubos q.b.
1 cebola
Alho q.b.
1 folha de louro
Meio chispe
Entrecosto q.b.
Frango q.b.
1 chouriço de carne
Picante a gosto
Pimentão doce q.b.
Sal q.b.
Azeite para o refogado
Coentros migados a gosto

Coza o feijão e o milho em água depois de ter estado de molho.
Coza a batata doce com a pelo. (assim não se desfaz no guisado)
Coza as carnes em água e sal. (não junte o chouriço)

Comece por fazer um refogado com azeite, cebola e alho. Depois de alourar a cebola, adicione o chouriço cortado a seu gosto e deixe refogar um pouco. Junte um pouco da água de cozer as carnes e o feijão, (não muita para a feijoada não ficar muito aguada) quando levantar fervura, junte a abóbora, o feijão cozido, o milho cozido e as carnes cozidas e cortadas. Tempere com os restantes temperos e metade dos coentros migados. Deixe apurar. Quando estiver quase apurada a seu gosto, adicione a batata doce, pelada e cortada em cubos.
Antes de servir, polvilhe com os restantes coentros.

Nota: penso que deve dar o seu toque especial nesta feijoada para poder dizer que "eu faço a melhor feijoada africana". Quero dizer que pode adicionar outros ingredientes africanos a seu gosto assim como outras carnes.
Bom apetite.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Feijoa / goiaba da serra etc.



Feijoa  faz parte da família Myrtaceae que inclui uma única espécie, a Acca sellowiana, conhecida normalmente por goiaba da serra, goiaba do mato, goiaba do campo ou goiaba ananás. É originária das terras altas do sul do Brasil, leste do Paraguai, Uruguai e norte da Argentina.

Fruto semelhantes à goiaba, mas com aroma diferente e agradável. Dizem que o fruto é mais agradável para cheirar do que para comer. Tem um  sabor misto entre a goiaba e o ananás. A polpa é sumarenta e divide-se numa parte gelatinosa,( onde estão as sementes), e uma parte mais firme e levemente granulada junto à casca. O fruto cai da árvore quando maduro, mas pode ser colhido antes, de modo a não ficar danificado.
A polpa granulada junto à casca pode ser utilizada como esfoliante. As pétalas das flores, no final do seu ciclo, também são comestíveis possuindo um sabor suavemente adocicado e agradavelmente perfumado. (se conseguir algumas flores poderei fazer uma geleia)

O botânico alemão Otto Karl Berg deu-lhe o nome de feijoa em honra do naturalista luso-brasileiro João da Silva Feijó (1760-1824). Porque João da Silva Feijó quando viveu no Ceará, foi encarregado pela coroa portuguesa de mandar exemplares da flora nordestina para o Real Jardim Botânico da Prússia. Entre os exemplares que mandou e estudou lá estava esta planta, o que mais tarde, ocasionaria a homenagem.

A feijoa é uma planta de ambientes quentes-temperados a subtropicais, desenvolvendo-se também nos trópicos, requerendo, contudo, alguns dias de baixas temperaturas (chilling requirement) para poder frutificar. No hemisfério norte, tem sido cultivada até a Escócia, mas nem sempre frutifica porque temperaturas abaixo dos -9 °C destroem os botões florais. É uma planta bastante popular na Nova Zelândia, onde é cultivada nos jardins. Claro que também se espalhou em África.

A que apresento na foto é natural aqui da zona (Alentejo Litoral) onde habito.
Este fruto pode ser consumido fresco ou pode-se utilizar em marmelada e geleias. O seu sumo pode ser consumido como o de outros frutos, proporcionando agradáveis e refrescantes bebidas.


Geleia de Feijoa


Feijoa cortada finamente q.b.
Açúcar: mesmo peso da feijoa em açúcar (roubei um pouco)
Água: metade da quantidade (em volume) do açúcar
Casca de limão e um pouco de sumo q.b.
Um pau de canela


Leve ao lume a água com o açucar, o pau de canela e a casca de limão, deixe ferver um pouco e adicione a jeijoa cortada finemente. Adicione um pouco de sumo de limão e deixe ferver até apurar a seu gosto. (eu retirei do lume quando começou a fazer uma leve estrada)

Nota: Pode triturar a geleia se preferir ou té mesmo não utilizar a casca da feijoa.


terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Moqueca de bacalhau






Moqueca de bacalhau (4 doses)

4 postas de bacalhau demolhado
Azeite q.b.
1 cebola
Alho a gosto
4 tomates maduros migados
1 pimento cortado (utilizei duas cores de pimento)
Óleo de palma a gosto (utilizei massa de dendém)
1 folha de louro
Coentros picados a gosto
Leite de coco a gosto (utilizei meia embalagem)
Sal q.b.
Picante a gosto

Comece por dar uma pequena fervura ao bacalhau em água. Assim que começar a ferver retire do lume e reserve a água do bacalhau e o bacalhau em separado.

Entretanto faça um refogado com azeite, cebola e o alho. Quando estiver refogado, adicione o tomate migado, o pimento cortado em pequenas tiras e deixe novamente cozinhar por alguns minutos.
Adicione um pouco de água de ferver o bacalhau, (a quantidade de água varia consoante o molho deixado pelo  tomate) tempere com o sal necessário, óleo de palma, louro, picante, metade dos coentros picados e deixe ferver até ganhar alguma consistência. Por fim junte as postas de bacalhau e o leite de coco e deixe cozinhar mais alguns minutos até ficar apurado a seu gosto. (não esqueça de retificar os temperos antes de tirar do lume)
Polvilhe com os restantes coentros antes de servir.
Acompanhe a moqueca a seu gosto. (eu acompanhei com batata doce e espinafres salteados assim como azeitonas para lhe dar um toque tradicional português)

Nota: Em Angola dá-se o nome de moamba ou muamba à massa de dendém. Óleo de palma virgem é o óleo que se retira da superfície da vasilha onde se cozinha e esmaga o dendém. A moamba é a massa que fica do dendém cozido e esmagado depois de retirado o óleo virgem. Tomar em atenção que também há no mercado óleo de dendém refinado industrialmente mas que não é de tão saudável qualidade.

É esta massa de dendém ou moamba que dá o nome á tradicional moamba de galinha.


quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Musse de mucua



Há dias encontrei mucua (cabeceira em algumas zonas de África) à venda e não consegui resistir. Tive de comprar e com ela fiz uma saborosa musse. Tenho de dizer que, eu a tirar fotos não tenho jeito nenhum e não consigo transmitir uma imagem que demonstre o sabor da musse… ela ficou mesmo deliciosa.




Musse de Mucua (cabaceira)

300g de mucua (miolo)
24g de gelatina em pó incolor
2 pacotes de natas
1 lata de leite condensado

Comece por fazer um concentrado de mucua, fervendo a mucua em mais ou menos 0,5 litro de água. (tem de se tomar atenção porque pode rapidamente desaparecer a água e ter de lhe juntar mais água para não queimar)
Depois de ferver alguns minutos, ficara com um concentrado grosso e escuro.
Passe o concentrado por um passador para retirar os caroços.
Leve ao lume 0,5 litro de concentrado até levantar fervura e junte a gelatina mexendo bem para dissolver.
Entretanto bata as natas, junte o leite condensado e por último adicione o concentrado de mucua com a gelatina e bata bem.
Verta em taças e leve ao frigorífico.
Sirva simples ou decorado a seu gosto.

Nota: pode utilizar gelatina em folha incolor se preferir.

Sugestão: adicione à musse um licor a seu gosto ou mesmo uma pitada de whiskey.


terça-feira, 20 de junho de 2017

Coelho com laranja, legumes e mandioca frita







Coelho com laranja, legumes e mandioca frita

Coelho cortado em pedaços q.b.
Sumo de laranja q.b.
Azeite ou banha q.b.
Picante a gosto q.b. (utilizei pimenta preta)
Alho a gosto (utilizei em massa)
1 folha de louro
Sal q.b.
Legumes cortados q.b. (utilizei jardineira congelada)
Mandioca q.b.
Óleo q.b. (para fritar a mandioca)


Comece por fazer uma base de tempero com o sumo de laranja, azeite, picante, alho, louro e sal.
Tempere os pedaços de coelho com o tempero e deixe assim durante algumas horas. (deixei no frigorífico durante a noite)
Depois de o coelho tomar os sabores, coloque este num tabuleiro e leve ao forno até alourar a seu gosto.


Retire o tabuleiro com cuidado para não se queimar e vire o coelho.


 Aconchegue o coelho e junte os legumes polvilhados com um pouco de sal e regue também com um fui de azeite. (se tiver muita gordura no tabuleiro aproveite e envolva os legumes e não regue com o azeite)


Leve novamente ao forno a acabar de assar o coelho e os legumes ficarem salteados no forno a seu gosto. (normalmente quando o coelho fica assado, os legumes estão no ponto que eu gosto)



No fim de tudo estar assado, escorra o molho e leve ao lume numa frigideira com mais um pouco de sumo de laranja e deixe apurar. (não o fiz, o meu coelho era caseiro, era bastante gordo e não precisava de molho)

Entretanto descasque a mandioca e corte para fritar como faz com as batatas. (eu cortei tipo chips)

Depois de tudo cozinhado, sirva o coelho acompanhado pelos legumes e por mandioca frita. (não é obrigatório ser com mandioca frita, pode substituir por um outro acompanhamento a seu gosto)
Regue com o molho ou sirva este numa molheira.



Nota: quando o coelho é de compra no talho, normalmente para mim é seco, então junto sempre banha. Neste coelho não tive essa necessidade porque era caseiro e tinha muita gordura que aproveitei para o cozinhar e só adicionei um fio de azeite.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Galinha em kitaba / Galinha com moamba de ginguba




Kitaba é o nome que se dá em algumas zonas de Angola à ginguba moída. Também lhe chamam moamba de ginguba.
É muito fácil encontrar nos nossos espaços comerciais, é idêntico à manteiga de amendoim, só que não tem açúcar.
Antigamente esta massa era feita ao esmagar a ginguba crua. Hoje nem em Angola se faz isto. Compra-se em frascos ou latas nos mercados locais.





Galinha em kitaba

Galinha cortada q.b.
1 cebola
Óleo para o refogado q.b.
Vegetais a gosto (não é obrigatório)
Massa de ginguba q.b.
Sal q.b.
Picante a gosto

Comece por refogar a galinha com a cebola e o óleo a seu gosto. (usei óleo de ginguba)
Quando a galinha estiver dourada a seu gosto, adicione um pouco de água para ajudar a cozer a galinha (pode substituir, por cerveja) e os temperos.
Quando a galinha estiver quase cozida, junte as folhas de vegetais, deixe acabar de cozer.
Por último desfaça um pouco de massa de ginguba num pouco do caldo da galinha, adicione á galinha e deixe apurar. Não esqueça de retificar os temperos a seu gosto e se necessário, junte um pouco mais de água, pois a massa de ginguba tem tendência a engrossar.
Acompanhe com funje ou um outro acompanhamento a seu gosto.


Nota: nesta receita, eu utilizei agriões e acompanhei com funje feito de farinha rica da Guiné. Farinha rica da Guiné é farinha de mandioca parecida com a farinha dos musseques de Angola, só que é um pouco mais grossa. Em Angola também já há algumas zonas onde lhe chamam farinha rica. Gosto do funje feito com estas farinhas mais grossas de mandioca do que com a fuba. Têm um sabor diferente e mais dentro das tradições primitivas, é moída no pilão. Não nos podemos esquecer, que a fuba é uma farinha muito mais bem moída e é moída normalmente em moinhos.  

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Mandioca / Mandioca e batata doce assada com borrego

Hoje vou cozinhar mandioca e aproveito para falar desta fonte de hidratos de carbono.




A mandioca é nativa do Brasil (sudoeste da Amazônia) e quando se chegou à América, esta já se tinha disseminado como cultivo alimentar à Guatemala e México.
É a terceira fonte de hidratos de carbono consumidas nos trópicos, depois do arroz e do milho.
Podemos dizer que é um dos principais alimentos base no mundo em desenvolvimento. Está presente na alimentação de meio bilião de pessoas.
O seu cultivo espalhou-se pelo mundo e hoje o seu maior produtor é a Nigéria.
A variedade é extensa e as suas características também são variadas.

Esta planta difere das outras plantas produtoras de amido por conter linamarina ou seja simplesmente… pode gerar cianeto.
Não vou estar com muitas explicações, deixo isso para os entendidos.
Em relação à quantidade de cianeto de hidrogénio por Kg na raiz fresca sem casca, das mandiocas são classificadas em:
Mansa - esta tem menos de 50 mg por kg, não têm sabor amargo, é usada para consumo humano, cozida, frita ou assada, estes processamentos são suficientes para serem seguras
Moderadamente venenosas (entre 50 a 100 mg por kg)
Bravas ou venenosas (mais 100 mg por kg) têm sabor amargo, são usadas somente para fins industriais, só podendo ser consumidas após processadas, na forma de farinha, fécula e outros produtos.

A forma mais utilizada para reduzir o cianeto de hidrogénio é simplesmente pela:
Fervura (perde de 25% a 75%);
Secagem ao sol (perde de 40% a 50%);
Esmagamento e secagem ao sol (perde de 95% a 98%)



Mandioca e batata doce assada com borrego


Borrego q.b. (cozinhei uma mão)
Mandioca q.b. (cozinhei duas mandiocas)
Batata doce q.b. (cozinhei quatro)
Cenoura q.b. (cozinhei duas grandes)
Cebola q.b. (cozinhei duas médias)
Alho a gosto
1 folha de louro
Tomilho seco a gosto
Sal q.b.
Azeite ou óleo q.b.

Comece por temperar a carne com sal e alho moído. Deixe ficar algum tempo no tempero até levar ao forno.
Descasque a batata e corte.
Descasque a mandioca, retire a fibra central e corte em pequenos bocados.
Descasque a cenoura e corte em bocados.
Descasque a cebola e corte em quartos ou oitavos.
Coloque a carne num tabuleiro em conjunto com batatas, mandioca, cenoura e a cebola.
Tempere com sal, louro, alho e tomilho. Regue com azeite ou um outro óleo alimentar a seu gosto e leve ao forno a assar.

Nota: é uma maneira simples de assar uma carne à sua escolha. Poderá ser cabrito, porco, frango etc. A mandioca dá-lhe um sabor especial assim como a batata doce que também podem ser substituídas a seu gosto.


terça-feira, 25 de abril de 2017

Banana pão frita

Banana pão
Como todo o mundo sabe a banana faz parte da alimentação em todo o mundo.
A variedade é imensa, e África não foge à regra. Ela está muito presente na alimentação africana.
Os países lusófonos africanos integram este fruto na sua alimentação há algumas centenas de anos.
Foram os portugueses que o levaram em primeira mão à costa ocidental de África. No entanto quando os portugueses chegaram à costa oriental, ela já lá tinha chegado.
Perguntar-me-ão como é isto possível?
Simples a resposta:
A banana é originária do sudeste da Ásia e lentamente se foi expandindo para ocidente. Chegou à Europa através do Mediterrâneo pela mão dos mercadores árabes que também a divulgaram pelo norte de África.
Nos séculos quinze e desaseis os portugueses começam a plantação sistemática de bananais nas ilhas atlânticas, no Brasil e na costa ocidental africana. No entanto quando chegaram à costa oriental de África, ela já lá estava.
As bananas permaneceram desconhecidas, por muito tempo, da maior parte da população europeia. Por isso, Júlio Verne na obra "A volta ao mundo em oitenta dias" que data de 1872, descreve a banana detalhadamente, ele sabe que grande parte dos seus leitores a desconhece.

Deixo aqui três maneiras simples mas deliciosas de fritar banana pão:







Chips de banana pão (tipo batatas fritas de pacote)

Banana pão q.b. (têm de estar verdes)
Sal q.b.
Água q.b.
Óleo para fritar q.b.

Descasque a banana, corte fininha com a ajuda de um cortador de batatas e mergulhe a banana em água temperada com sal por alguns minutos.
Escorra-as e frite-as em óleo bem quente.
Tem de ter cuidado para não fritarem demais, pois ficam rapidamente escuras. Eu gosto delas fritas de maneira a ficarem estaladiças mas douradas.

Depois de fritas, escorra-as e tempere a seu gosto com sal ou açúcar.







Banana pão frita para acompanhamento

Banana pão q.b.
Ovo q.b.
Farinha de trigo q.b.
Pão ralado q.b.
Óleo para fritar q.b.

Descasque a banana e corte em quatro ou cinco bocados (deriva do tamanho da banana).
Passe os bocados de banana por farinha de trigo. Passe por ovo batido e passe novamente os bocados de banana por farinha de trigo misturada com pão ralado.
leve a fritar em óleo quente.
Depois de frita, deixe que escorra.
Sirva como acompanhamento de carne ou peixe.

Nota: pode misturar na farinha um pouco de sal refinado.







Banana pão frita em manteiga
Banana pão q.b. (maduras)
Manteiga para fritar q.b.
Açúcar e canela em pó para polvilhar q.b.

Descasque e corte em tiras a banana pão.
Frite as tiras de banana pão em manteiga previamente derretida.
Coloque a banana pão frita num prato e polvilhe com açúcar e canela a seu gosto.

Sirva como sobremesa.