quinta-feira, 30 de julho de 2015

Quando saio deste meu lugar calmo e vou para lá do Tejo, há lugares onde gosto de parar para uma refeição agradável e económica.
Na rotunda de Grândola existe um restaurante que adoro, comida simples mas farta. É normal uma dose dar para dois ou três. (exemplo disso é o jantarinho)
Numa das minhas ultimas saídas apeteceu-me umas migas com costeletas de borrego e lá paramos para jantar.
A fotografia não é o meu forte mas experimentem quando viajarem para sul saírem em Grândola se forem pela A2 (é perto e dá para entrarem novamente) ou estacionem mesmo á porta se viajarem na Nacional.


Junto á rotunda fica o restaurante Cruzamento e só lhes digo que se vão cruzar com vários sabores de cariz alentejano…
Deixo o contato:
Café-Restaurante "Cruzamento"Grãndola.
Telefone 269476610


domingo, 21 de junho de 2015

Ensopado de cabrito

Ensopado de cabrito

1 kg de cabrito
2 cebolas
1 folha de louro
 Margarina q.b.
Alho q.b.
 Pimenta preta q.b.
 Picante q.b. (gindungo ou outro)
 Colorau q.b. (ou massa de pimentão)
 Salsa q.b. (ou coentros)
 Sal q.b.
 Pão q.b.
Corte o cabrito em pedaços e aloure-o em margarina. Junte as cebolas e os alhos em rodelas, o louro e a pimenta, e deixe refogar. Se necessário, junte um pouco mais de gordura. Depois de levemente refogado, tempere com sal, picante, colorau e junte a água necessária para ensopar o pão. Deixe cozer e apurar (pode usar um pouco de farinha para engrossar o molho). Salpique com salsa picada ou coentros. Acompanhe com pão fatiado e batata frita e com uma salada.

Dica: Pode fritar ou torrar o pão para acompanhar.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Tortulhos


Tortulhos (4 doses)

500g de tortulhos (cogumelos)
1 cebola
Alho q.b.
400g de tomate maduro
Óleo q.b.
Louro q.b.
Sal q.b.
Picante a gosto


Faça um refogado com a cebola, o óleo e o alho.
Junte o tomate picado e o louro e deixe cozer um pouco.
Adicione os tortulhos cortados em bocados. Tempere com o sal e o picante.
Deixe apurar.
Acompanhe com mandioca cozida ou pirão.


Nota: Nesta receita juntei uns bocadinhos de chouriço de carne e acompanhei com pirão de milho amarelo.

domingo, 24 de maio de 2015

Arroz de marisco



Arroz de marisco (4 doses)


1 cebola
Alho q.b.
Azeite q.b.
400g de tomate maduro
Sal q.b.
Mariscos q.b.
1 cubo de caldo de peixe
400g de arroz
Coentros picados a gosto
Picante a gosto
Água quente q.b.

Faça um refogado com o azeite, a cebola e o alho. Junte o tomate desfeito, tempere com o sal, o picante e deixe apurar.
Junte 4 medidas de água quente(medidas iguais ao volume do arroz) e o cubo de caldo peixe.(eu junto um pouco mais de água porque gosto dele bem malandrinho)
Assim que levantar fervura, junte o arroz e o marisco, mexa, tape e deixe cozer durante uns 10 minutos.
Polvilhe com os coentros e sirva quente.

Nota: Esta receita é própria para quem compra as embalagens congeladas de marisco, próprias para arroz ou açorda. Se não for este o caso, coza o marisco e aproveite a água de cozer os mariscos para fazer o arroz. Neste caso, não precisa utilizar o cubo de caldo de peixe.

Dica: Eu adoro juntar ao tomate um pimento.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Tomate e quivi



Hoje foi dia de peixe frito acompanhado de salada.
Eu gosto de saladas e também gosto de várias misturas que lhe dão um paladar agradável e diferente.
Uma das misturas que todos cá em casa gostam é esta:
Tomate e quivi.
Tente fazer esta mistura e não comam com desconfiança…é mesmo agradável e fica bastante rica em vitaminas.
O quivi é um fruto rico em vitamina c, magnésio, potássio e ferro.
O tomate é um fruto rico em licopeno (quer dizer antioxidante) e também em vitamina c.
Portanto vejam os benefícios destas duas frutas quando consumidas por nós.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

História da alheira


Há dias fui ao Peixe a Lisboa no Pátio da Galé e encontrei várias mostras de tradicionais produtos Portugueses.
Como gosto dos cuscos transmontanos e das cascas fui até á banca do João Madureira onde sempre os produtos de Origem Transmontana estão bem representados. Este ano não tive sorte nem com os cuscos nem com as cascas (devido á humidade este ano não havia) mas encontrei um bom azeite, um bom queijo e um bom fumeiro. Além do presunto, também comprei umas alheiras divinais.

Hoje ao almoço foi dia de alheira. Não as cozinhei à moda de Trás os Montes mas á minha moda.
Aí está alheira assada na própria gordura, batata frita na multifunções para não ter muita gordura e grelos salteados em azeite e alho.
Deixo o contato da Origem Transmontana:
www.origemtransmontana.pt
Também está no face.

Aproveito para falar da história da alheira:


Conta a história que a alheira foi criada por cristãos novos que querendo continuar em segredo com as regras da religião judaica que proibia o consumo da carne de porco, criaram este enchido para disfarçar a sua religião verdadeira perante o olhar dos cristãos. Assim, as primeiras alheiras eram feitas com carnes de aves tanto de caça como de capoeira tais como peru, galinha etc. Os cristãos é que lhe adicionaram o porco.
No Norte de Portugal (Trás os Montes) de onde é original, a alheira é consumida grelhada ou assada em lume brando, acompanhada de batata cozida, legumes de época, regada com um fio de azeite.
Seguindo para o sul de Portugal vamos encontrar a alheira frita acompanhada por batatas fritas, ovo estrelado e salada de alface ou tomate. Juntar-lhe uns grelos cozidos ou salteados também faz parte do menu de muitos restaurantes do nosso país.
A alheira mais conhecida é a de Mirandela, na região de Trás os Montes, onde é considerada de melhor qualidade e sendo nomeada uma das sete Maravilhas da Gastronomia Portuguesa.
Mas no entanto isto é dúbio. Só recentemente se fabricam alheiras em Mirandela e em unidades industriais. Isto é normal, a alheira é típica da Terra Fria, Mirandela fica na Terra Quente.
Assim como o Vinho do Porto que não é do Porto mas sim do Douro mas sendo o Porto lugar de entreposto, estadia e embarque para outras paragens e mercados, as alheiras também chegavam a Mirandela das zonas mais remotas e interiores de Trás os Montes para aí serem comercializadas ou embarcadas no comboio para o resto do pais.
As genuínas alheiras vieram da raia norte (Zona de Vinhais) e da raia Mirandesa. Mesmo estas são distintas no sabor porque na raia norte levam mais fumo e mais tempero enquanto na raia mirandesa leva menos fumo e o tempero é mais suave.
A produção de alheiras em Mirandela tornou-se um negócio industrial. Quem quiser comer uma alheira mais parecida ao original, terá de o fazer em alguma aldeia da raia norte ou raia mirandesa.
Uma coisa é certa, as alheiras já há muito que saíram de Trás os Montes e hoje produzem-se em quase todo o país.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Doce de ginguba





Doce de ginguba

2 medidas de ginguba torrada (descascada e sem temperos)
2 medidas de açúcar
1 medida de água

Comece por fazer um ponto de rebuçado com a água e o açúcar.
Quando o açúcar chegar ao ponto, junte a ginguba e mecha. Retire do lume e verta sobre papel absolvente (eu aproveito o papel do pacote do açúcar) em colheradas grandinhas. (Normalmente utilizo uma colher das grandes de servir a comida)
Deixe arrefecer descole o bolinhos do papel e está pronto o doce de ginguba.
Dica: O açúcar fica em ponto de rebuçado quando se deite um pouco da calda do açúcar numa tigela com água fria e a calda se junta num montinho duro e quebradiço.

Nota: Há quem chame pé de moleque, acontece que em Angola o nome varia de região em região. No entanto eu chamo pé de moleque quando isto é feito com o açúcar em caramelo ficando mais rijo e acastanhado. Também se faz com leite condensado o pé de moleque em algumas regiões de Angola. 

quarta-feira, 8 de abril de 2015

O NOSSO COZIDO



Hoje amanheceu chovendo e lembrei-me de cozinhar um cozido à Conceição.
Cozido à Conceição quer dizer que o faço com o que tenho na arca ou frigorífico.
Então lembrei-me de uma crónica do meu amigo Virgílio Gomes e resolvi falar um pouco daquilo que sei sobre o nosso cozido.
Cozido à portuguesa é um prato tradicional português. Trata-se de uma iguaria composta por uma Variedade de vegetais, carnes e enchidos cozidos.
Portanto é normal encontrar feijões, batata, cenouras, couves e arroz em conjunto com frango entrecosto de porco, chispe, carne de vaca etc. etc.
Claro que não nos podemos esquecer dos enchidos que também variam de região em região.
Também é comum aproveitar o caldo resultante da cozedura das carnes para preparar a chamada sopa do cozido. A este caldo, pode ser adicionado pão,arroz ou massinhas e feijão, de forma a completar esta sopa. Também é normal juntar um pouco de hortelã. Estes ingredientes para a sopa também varia de região em região do nosso País.
Também se aproveita o caldo e os restos das carnes e legumes para se fazer um belo arroz de cozido no forno.
Na verdade o nosso cozido tradicional leva-nos numa viagem ao nosso país, de região em região numa amostra de produtos ou tradições locais. Este conjunto de cozidos é o património nacional e identificador do nosso cozido.
Quando digo de nosso cozido é para o diferenciar de tantos outros cozidos existentes na europa.
No entanto a maioria dos portugueses não sabem que o nosso cozido tem origens em Castela…

É meus amigos! Existem autores, como Jose Esteban, que consideram o cozido como uma das bases da cozinha espanhola. A verdade é que hoje o nosso cozido é diferente dos vários que existem em Espanha.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Calulu de peixe

Calulu de peixe (4 doses)

400 g de peixe seco

400 g de peixe fresco

500 g de tomate maduro

400 g de quiabos

1 cebola grande

2 courgettes

Folha de batata-doce q.b. (ou outras folhas)

Alho q.b.

Óleo de palma q.b.

Vinagre q.b. (ou limão)

Picante a gosto

Deixe o peixe seco de molho por pouco tempo de modo a que não saia o sal todo. Tempere o peixe fresco com alho, sal e vinagre (ou limão de preferência). Numa panela, vá intercalando sucessivamente um pouco de peixe seco, um pouco de peixe fresco, cebola cortada aos pedaços, tomate, quiabos, folhas de batata-doce (ou outras folhas) e courgette e o picante. Por fim, junte o óleo de palma e leve a cozer em lume médio. (adicione um pouco de água se necessitar para não ficar seco)
Sirva com funje.

Nota: Pode confecionar este prato juntando outras espécies de aboboras a seu gosto. É normal confecionarem-se estes pratos com os ingredientes de época.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Muzongué



Muzongué (4 doses)

4 postas de peixe grosso (corvina, garoupa et.)
Peixe seco q.b. (demolhado mas não muito)
4 rodelas grossas de mandioca cortada em cubos
4 rodelas de batata doce grossas cortadas em cubos
Óleo de palma q.b.
Óleo ou azeite q.b. (para o refogado)
1 cebola
Tomate q.b.
Sal q.b.
Gindungo a gosto
Farinha do musseque q.b.

Refogue a cebola no óleo e adicione o tomate. Depois de refogado, junte a água necessária para o muzongué (é como uma sopa de peixe).
Quando levantar fervura junte o óleo de palma, o peixe seco cortado em pedaços, a batata doce, a mandioca e o picante a seu gosto.
Deixe cozer um pouco e junte o peixe fresco. Retifique os temperos e deixe apurar a seu gosto.
Antes de retirar do lume, retire o óleo de palma que submerge com a ajuda de uma concha e ponha-o numa vasilha na qual irá adicionar a farinha do musseque.
Sirva o caldo acompanhado pelo peixe, os legumes e a farinha.

Nota: Neste muzongué adicionei uma banana pão, pouco antes de retirar do lume, (previamente cozida com a casca) cortada em rodelas grossas.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Carapaus grelhados com pirão de milho e súmate

 

Carapaus grelhados q.b.
Pirão de milho (4 doses)
250 g de farinha de milho
1 litro de água
Azeite q.b.
Sal (facultativo)

Ferva a água, à qual se junta um pouco de sal a gosto e um fio de azeite.
Entretanto, dissolva a farinha num pouco de água fria.
Adicione a farinha dissolvida à água que ferve e mexa muito bem para não encaroçar. Se faltar farinha ou água, junte o que estiver em falta, porque as quantidades variam consoante a qualidade da farinha.
Deixe cozer mexendo sempre e sirva com qualquer prato que tenha molho.
Nota: Em Angola, este prato não se tempera com sal, porque, normalmente, acompanha peixe seco que é salgado.

Súmate
Tomate meio maduro q.b.
Pimento q.b. (juntei de três cores
Cebola q.b.
Sal
Azeite
Vinagre

Corte o tomate, o pimento e a cebola aos cubinhos e tempere com o sal, o azeite e o vinagre.
Dica: Junte um pouquinho de água que lhe dá um paladar mais agradável.
Nota: O súmate é uma simples salada que é frequentemente utilizada em Angola a acompanhar carne ou peixe, mas muitas vezes serve como conduto acompanhada com pirão.