terça-feira, 20 de junho de 2017

Coelho com laranja, legumes e mandioca frita







Coelho com laranja, legumes e mandioca frita

Coelho cortado em pedaços q.b.
Sumo de laranja q.b.
Azeite ou banha q.b.
Picante a gosto q.b. (utilizei pimenta preta)
Alho a gosto (utilizei em massa)
1 folha de louro
Sal q.b.
Legumes cortados q.b. (utilizei jardineira congelada)
Mandioca q.b.
Óleo q.b. (para fritar a mandioca)


Comece por fazer uma base de tempero com o sumo de laranja, azeite, picante, alho, louro e sal.
Tempere os pedaços de coelho com o tempero e deixe assim durante algumas horas. (deixei no frigorífico durante a noite)
Depois de o coelho tomar os sabores, coloque este num tabuleiro e leve ao forno até alourar a seu gosto.


Retire o tabuleiro com cuidado para não se queimar e vire o coelho.


 Aconchegue o coelho e junte os legumes polvilhados com um pouco de sal e regue também com um fui de azeite. (se tiver muita gordura no tabuleiro aproveite e envolva os legumes e não regue com o azeite)


Leve novamente ao forno a acabar de assar o coelho e os legumes ficarem salteados no forno a seu gosto. (normalmente quando o coelho fica assado, os legumes estão no ponto que eu gosto)



No fim de tudo estar assado, escorra o molho e leve ao lume numa frigideira com mais um pouco de sumo de laranja e deixe apurar. (não o fiz, o meu coelho era caseiro, era bastante gordo e não precisava de molho)

Entretanto descasque a mandioca e corte para fritar como faz com as batatas. (eu cortei tipo chips)

Depois de tudo cozinhado, sirva o coelho acompanhado pelos legumes e por mandioca frita. (não é obrigatório ser com mandioca frita, pode substituir por um outro acompanhamento a seu gosto)
Regue com o molho ou sirva este numa molheira.



Nota: quando o coelho é de compra no talho, normalmente para mim é seco, então junto sempre banha. Neste coelho não tive essa necessidade porque era caseiro e tinha muita gordura que aproveitei para o cozinhar e só adicionei um fio de azeite.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Galinha em kitaba / Galinha com moamba de ginguba




Kitaba é o nome que se dá em algumas zonas de Angola à ginguba moída. Também lhe chamam moamba de ginguba.
É muito fácil encontrar nos nossos espaços comerciais, é idêntico à manteiga de amendoim, só que não tem açúcar.
Antigamente esta massa era feita ao esmagar a ginguba crua. Hoje nem em Angola se faz isto. Compra-se em frascos ou latas nos mercados locais.





Galinha em kitaba

Galinha cortada q.b.
1 cebola
Óleo para o refogado q.b.
Vegetais a gosto (não é obrigatório)
Massa de ginguba q.b.
Sal q.b.
Picante a gosto

Comece por refogar a galinha com a cebola e o óleo a seu gosto. (usei óleo de ginguba)
Quando a galinha estiver dourada a seu gosto, adicione um pouco de água para ajudar a cozer a galinha (pode substituir, por cerveja) e os temperos.
Quando a galinha estiver quase cozida, junte as folhas de vegetais, deixe acabar de cozer.
Por último desfaça um pouco de massa de ginguba num pouco do caldo da galinha, adicione á galinha e deixe apurar. Não esqueça de retificar os temperos a seu gosto e se necessário, junte um pouco mais de água, pois a massa de ginguba tem tendência a engrossar.
Acompanhe com funje ou um outro acompanhamento a seu gosto.


Nota: nesta receita, eu utilizei agriões e acompanhei com funje feito de farinha rica da Guiné. Farinha rica da Guiné é farinha de mandioca parecida com a farinha dos musseques de Angola, só que é um pouco mais grossa. Em Angola também já há algumas zonas onde lhe chamam farinha rica. Gosto do funje feito com estas farinhas mais grossas de mandioca do que com a fuba. Têm um sabor diferente e mais dentro das tradições primitivas, é moída no pilão. Não nos podemos esquecer, que a fuba é uma farinha muito mais bem moída e é moída normalmente em moinhos.  

terça-feira, 6 de junho de 2017

Tarte rústica de morango (poderá ser de outra fruta)

Gosto de aproveitar o excesso de fruta que tenho em casa tanto em doces como em sobremesas fáceis de executar.
Muitas das vezes corto a fruta em pedaços e congelo para não fazer nem doces nem sobremesas em excesso que se tornam difíceis de consumir. Tudo o que é demais enjoa. Fora da época, as frutas que tenho congeladas utilizadas na culinária até parece que sabem melhor.
Não é o caso da receita que hoje elaborei. Nesta altura do ano tenho muitos morangos (alguns já estão congelados) e resolvi fazer uma tarte muito simples.

Tarte rústica de morango (poderá ser de outra fruta)

1 embalagem de massa folhada redonda
Morangos limpos e cortados a gosto q.b.
Creme de pasteleiro q.b.
Açúcar em pó q.b. para polvilhar (não obrigatório)



Forre uma forma para tartes ao contrário como mostra a foto, pique a massa para não empolar no forno.
Leve a forma coberta com a massa, ao forno a cozer. 



Quando estiver quase cozida, retire a massa da forma e leve novamente ao forno a acabar de cozer a seu gosto. Esta maneira de cozer a massa é fácil e rápida, como é para lhe dar uma forma rústica e não muito certinha, aproveita toda a massa da embalagem.



Depois de cozida deixe arrefecer.




Entretanto faça um creme de pasteleiro a seu gosto. (Encontra no meu blog a receita)
Recheie a tarte com o creme pasteleiro (que deve estar frio). Sobreponha as frutas cortadas, polvilhe com o açúcar (se gostar pode polvilhar com coco ralado) e está pronta uma bela sobremesa.
Bom apetite.



Nota: Neste creme substitui o leite por calda de uma lata de ananas que tinha congelado. É uma maneira de aproveitar as caldas das latas de frutas que muitas vezes utilizamos e que sobram depois de gastarmos as frutas.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Massa folhada com frutos vermelhos e creme pasteleiro

Creme pasteleiro é um recheio doce, típico da culinária portuguesa. É um creme de consistência mediamente espessa, de cor amarela. É confecionado com a mistura dos ingredientes descritos na receita que depois de confecionado é utilizado como recheio de diversos bolos, não esquecendo as tradicionais bolas de Berlim ou os mil-folhas.
A sua confeção varia um pouco de pessoa para pessoa. Todos lhe gostam de dar o seu toque para dizerem que o meu creme é o melhor.
Eu utilizo estre creme de variadas maneiras e com o tempo apresentarei mais algumas receitas que vos irão demonstrar como este creme é versátil

Foto bay Mário Cerdeira




Massa folhada com frutos vermelhos e creme pasteleiro

1 embalagem de massa folhada
Frutos vermelhos a gosto
Casca de limão q.b. (para misturar no creme pasteleiro mas não obrigatório)
Baunilha a gosto (para juntar ao creme pasteleiro mas não obrigatório)

Base para creme pasteleiro


250ml de leite
75g de açúcar
40g de farinha
1 ovo inteiro
2 gemas de ovo


Comece por ferver 200ml de leite.
Entretanto envolva os outros ingredientes ao restante leite frio, mexendo bem. Junte aos ingredientes misturados com o leite frio, um pouco do leite quente, envolva e então junte tudo. o quente e o frio e leve ao lume mexendo sempre sem parar até ter um creme espesso a seu gosto.


Corte a massa folhada em círculos (no tamanho que desejar) e leve ao forno a cozer.
Deixe que a massa arrefeça e recheie em camadas a seu gosto.



No meu creme pasteleiro adicionei uma casca de limão (que retirei no fim de cozinhada) e uma pitada de baunilha.

Creme pasteleiro

Creme pasteleiro é um recheio doce, típico da culinária portuguesa. É um creme de consistência mediamente espessa, de cor amarela. É confecionado com a mistura dos ingredientes descritos na receita que depois de confecionado é utilizado como recheio de diversos bolos, não esquecendo as tradicionais bolas de Berlim ou os mil-folhas.
A sua confeção varia um pouco de pessoa para pessoa. Todos lhe gostam de dar o seu toque para dizerem que o meu creme é o melhor.

Eu utilizo estre creme de variadas maneiras e com o tempo apresentarei mais algumas receitas que vos irão demonstrar como este creme é versátil

Base para creme pasteleiro


250ml de leite
75g de açúcar
40g de farinha
1 ovo inteiro
2 gemas de ovo


Comece por ferver 200ml de leite.
Entretanto envolva os outros ingredientes ao restante leite frio, mexendo bem. Junte aos ingredientes misturados com o leite frio, um pouco do leite quente, envolva e então junte tudo. o quente e o frio e leve ao lume mexendo sempre sem parar até ter um creme espesso a seu gosto.

terça-feira, 30 de maio de 2017

Baguete com ovo e queijo

Entramos numa época em que o calor aperta e muitas vezes fazer uma refeição com uma sandes é o mais prático principalmente se for acompanhada de uma fruta como sobremesa.
É uma sugestão simples mas muito rica. Espero que gostem.






Baguete com ovo e queijo

1 baguete pequena 
Queijo cortado grosso q.b.
2 ovos cozidos, cortados em rodelas 
Sal q.b.
Pimenta a gosto 
Pequenos galhos de coentro (pode utilizar alface ou rúcula)

Para a pasta de ervas:
Queijo em creme q.b.
Coentros ou outra erva que gostar q.b.
1 colher (sopa) de azeite 
Sal q.b.
Pimenta a gosto

Modo de fazer:
Prepare a pasta de ervas começando por misturar o queijo em creme com os coentros e o azeite, tempere com sal e pimenta e reserve.
Abra a baguete ao meio e espalhe em cada metade a pasta de ervas, disponha o queijo cortado e os ovos. Polvilhe sal e pimenta e decore com o coentro.


Nota: escolha um queijo a seu gosto. Eu gosto de queijo de sabor forte.

Também pode cortar em quatro ou cinco bocados e apresentar esta ideia como uma entrada.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Pizza alentejana com tomate e queijo

No Alentejo o pão é o ingrediente sempre presente na sua gastronomia.
Há mil e uma maneiras de utilizar esta maravilha que é o pão alentejano.
Hoje fiz uma junção da tiborna (no Alentejo chamam tiborna a pão normalmente quente regado com azeite e esfregado com alho ou polvilhado com açúcar) e pizza.
Uma maneira simples e saborosa de fazer uma pizza em pão.
Espero que gostem.





Pizza alentejana com tomate e queijo

Pão alentejano fatiado q.b.
Azeite q.b.
Queijo mozarela q.b. (pode utilizar queijo a seu gosto)
Rodelas de tomate maduro q.b.
Azeitonas q.b.
Orégãos q.b.

Regue a fatia de pão com um fio de azeite. Polvilhe o pão com queijo a seu gosto. Disponha as rodelas de tomate e as azeitonas sobre o pão, polvilhe com os orégãos e volte a polvilhar com queijo. Regue novamente com um fio de azeite e leve ao forno a tostar a seu gosto. Eu utilizei o forno a 200º mas pode utilizar um grill.
Pode adicionar outros ingredientes a seu gosto como faz nas pizzas.
Eu acompanhei com salada e fiz uma refeição do agrado de todos cá em casa que são contra as tradicionais pizzas.

Bom apetite.


terça-feira, 23 de maio de 2017

Ovos recheados com atum

Chegou o calor e começa a apetecer comer coisas simples, frescas e saborosas. Nesta época normalmente começo a apresentar na minha mesa as saladas. Saladas que devem ser sempre acompanhadas de proteínas. As proteínas que são de origem animal ou vegetal.
Entre as proteínas animais, encontramos os ovos e o peixe, ingredientes que hoje vou utilizar na minha receita.
Esta receita de ovos recheados com atum, acompanhada de uma boa salada, dará uma refeição excelente. No entanto pode apresentar como uma simples entrada acompanhada de tostas…
Experimente que vai gostar.







Ovos recheados com atum

4 ovos
1 lata de atum
Azeitonas sem caroço
Maionese q.b.
Salsa picada q.b.
Água
Sal
Pickles q.b.
Alho em pó (não obrigatório)
Pimenta preta a gosto


Comece por cozer os ovos em água fria. (pode temperar esta com sal)
Depois de cozidos e frios, descasque-os, corte-os ao meio no sentido do comprimento do ovo.
Retire a gema com cuidado. Reserve as gemas e as claras cozidas por separado, pois irá usá-las um pouco mais adiante.
Abra a lata de atum e escorra todo o óleo existente. Desfaça o atum numa tigela. Adicione a maionese ao atum, a salsa bem picada, o alho, a pimenta e, com a ajuda de um garfo, misture bem todos os ingredientes para que se misturem completamente. Faça-o até obter uma espécie de pasta leve e homogênea.
Por último, coloque a mistura no interior das metades das claras de ovo cozidas. Faça-o com uma colher pequena e vá recheando até terminar com toda a mistura. Se preferir, coloque por cima outro fio de maionese e, a seguir, rale as gemas que você reservou anteriormente por cima dos ovos recheados. Adicione também uma fatia de azeitona e um bocadinho de pickle na superfície de cada uma das metades dos ovos recheados.

Sirva os ovos acompanhados de uma boa salada e bom apetite.




sexta-feira, 19 de maio de 2017

Leite condensado /bolo de leite condensado

Leite condensado
Quando se remove parcialmente a água do leite e se adiciona açúcar… ficamos com leite condensado. (poderá não ter açúcar)
Em 1820, Nicolas Appert de nacionalidade francesa começou a pesquisar a esterilização e conservação de alimentos em embalagens herméticas.
Oito anos depois (1828) o francês Malbec pegou nos estudos de Appert e criou com a utilização de leite fresco de vaca, o leite condensado.
O leite condensado, rapidamente se expandiu por toda a Europa. Era uma nova forma de se conseguir conservar o leite.
O leite condensado chega aos Estados Unidos em 1853 levado da Europa por Gail Borden que patenteia o método em 1856. A verdade é que Gail Borden ficou com os louros de ter criado o leite condensado e a maioria pensa que este leite foi inventado nos Estados Unidos.
Com a guerra civil americana este leite (que é comercializado em frascos) torna-se um sucesso comercial.
Entretanto aparece em 1888 Meyenberg de nacionalidade suíça que apura o método do transformar o leite em leite condensado ao utilizar a esterilização em autoclave. Este método leva o leite á temperatura de 120º C, em recipiente fechado a uma alta pressão e começa a ser comercializado em latas. Meyenberg patenteia o sistema em 1884 e no ano seguinte emigra para os Estados Unidos e promove a criação de fábricas de leite condensado.
Muito mais se poderia dizer da história do leite condensado…

Quando tiverem à mão uma lata de leite condensado poderão ficar muito mais informados se lerem o rótulo, principalmente a informação nutricional.
Passando à receita de hoje:
Normalmente não sou uma aficionada do leite condensado. Fui criada a beber leite fresco de vaca ou de cabra, o que adoro.
Quando cheguei a Angola encontrei o leite condensado em todas as despensas das pessoas que conheci e conhecia. Era normal, nem sempre se tinha leite fresco ali à mão. Também me tive de habituar ao leite condensado.
Atualmente só uso pontualmente o leite condensado, o que é o caso de hoje.
Vou deixar uma receita de bolo com leite condensado, simples, boa e rápida.

Gosto deste bolo para comer simples, mas adoro com gelado ou frutas.




Bolo de leite condensado
1 lata de leite condensado (397g)
150g de farinha com fermento
4 ovos (se os ovos forem pequenos adicione mais um ovo)
1 chávena (café expresso) de óleo alimentar ou manteiga derretida

Comece por bater bem os ovos com o leite, adicione o óleo e a farinha aos poucos e vá sempre batendo até ficar bem envolvida.
Verta numa forma untada.
Leve a forno pré aquecido a uma temperatura entre 160º a 170º até ficar cozido a seu gosto. No meu forno leva 45 minutos, mas este tempo varia de forno para forno.

Eu acompanhei o bolo com morangos e regado com caramelo líquido. Se tiverem chocolate líquido também fica muito bem com os morangos. Deixo a vossa imaginação a trabalhar para aplicarem nesta sobremesa.




terça-feira, 16 de maio de 2017

Coelho / coelho grelhado

Na China este mamífero é o símbolo de fecundidade. Os chineses sacrificaram em 1600 templos mais de 30 mil coelhos. Na primavera os chineses pedem aos deuses que fecunde a terra da mesma forma que os coelhos o fazem. No Outono os chineses agradeceram pela produção feita pela terra.
Os coelhos não são roedores, são lagomorfos. Isto quer dizer que os lagomorfos diferem dos roedores por terem quatro dentes incisivos na mandíbula superior, ao contrário dos roedores que têm apenas dois. São também herbívoros enquanto os roedores são omnívoros. No entanto, à semelhança destes, os incisivos crescem durante toda a vida necessitando continuamente de roer alimentos fibrosos para prevenir o excesso do crescimento dos dentes. É a razão porque  os coelhos roem de tudo. É normal de quando criados em cativeiro, muitas vezes os criadores têm de lhes cortar os dentes regularmente. 
Um coelho pode viver até 10 anos se for bem tratado.
A gestação de uma coelha é de apenas 1 mês, têm vários filhotes e amamentam entre 20 e 30 dias.

O coelho é símbolo comum na Páscoa por causa da sua fertilidade tanto para judeus como para os cristãos que relacionam a sua reprodução á esperança de uma nova vida.

O coelho doméstico é idêntico ao coelho selvagem Europeu, que foi domesticado e espalhado por todo o mundo. Na Austrália a sua alta capacidade de reprodução transformaram-no uma praga principalmente pela falta de predadores.

Os principais predadores que o caçam são a raposa, o lobo e em alguns países a onça. No entanto há muitos mais animais que o apanham.

Muito mais poderia dizer do coelho…
Uma das coisas que para mim é importante, é ele ser um mamífero que faz parte da nossa alimentação desde que ele (o coelho) existe.
Eu fui habituada desde sempre a consumir esta carne e aprecio.

Aqui onde vivo (Alentejo) é normal fazer grandes petiscadas e almoçaradas de coelho cozinhado de várias formas. Hoje deixo aqui uma receita de coelho grelhado que adoro:

  




Coelho grelhado


Coelho cortado em bocados q.b.
Massa de pimentão q.b. (pode substituir por colorau)
Pimenta preta q.b. (ou outro picante a gosto)
Sal q.b.
Alho q.b.
Coentros cortados q.b.
Azeite q.b.


Comece por fazer uma pasta com a massa de pimentão, sal, pimenta, alho e um pouco de azeite. (normalmente envolvo e esmago os ingredientes num almofariz)
Esfregue o tempero nos bocados de coelho e deixe algum tempo para a carne tomar o sabor.
Leve o coelho temperado a grelar não deixando que ele estorrique.
Depois de grelhado, tempere com bastante alho picado, coentros e azeite.
Sirva acompanhado de batatas cozidas ou outro acompanhamento a seu gosto.
Não esqueça uma salada.



sexta-feira, 12 de maio de 2017

Túbaros

Prato normal no Algarve, Alentejo e Ribatejo que se faz com testículos de animais, como porco, boi, ou borrego. (há países que também utilizam de galo e de cavalo)
Nos Açores é normal confecionarem os de boi.
Para os sépticos, não importa que túbaros são. No fundo, são testículos cozinhados e é o suficiente para provocar aversão. Não sabem o que perdem.
Os túbaros podem servir como refeição ou como petisco.
Pensa-se que o nome "túbaros" lhe foi atribuído como uma função comercial, já que ninguém comeria um prato com o nome verdadeiro de testículo. Túbaro resulta, há quem escolha túbaros sem fazer ideia do que come.
Já aconteceu comerem túbaros em minha casa sem saberem o que é, adorarem e no fim ficarem com aquela cara de fazer rir ao dizer-lhes o que acabaram de comer. Tenho uma sobrinha que só lhe contei no dia seguinte…queria ir vomitar o que tinha comido no dia anterior.
A origem do nome, não é consensual. Mais consensual é este prato ter origens em bases afrodisíacas.
Não é um petisco fácil encontrar nos restaurantes. Para norte do rio Tejo não encontram, e mesmo para sul só os servem por encomenda. O uso dos testículos de animais como refeição é uma tradição que existe também, com muita força, no sul de Espanha. Em alguns países da América Latina também se cozinha.
Antigamente quando chegava a hora de os cozinhar era uma complicação.
Eram escaldados para lhes tirar a pele, eram deixados de molho em água quente, eram cortados de maneira rigorosa antes de serem cozinhados, cortados depois de serem cozinhados, voltavam a ser cozinhados etc. etc…era uma verdadeira cerimónia e só algumas pessoas eram escolhidas para o fazer…porque os outros não o sabiam fazer… e vão lá dizer aos antigos que se podem cozinhar de outras maneiras…




Eu compro-os no talho e começo logo por cortar as regras do antigamente.
Começo logo por pedir que lhes tirem a pele e os cortem em fatias. (aqui no Alentejo normalmente cortam em cubos)
Em casa começo por os deixar algumas horas em água com sal e vinagre.
Depois faço uma marinada que pode variar de quem os vai comer.
Se for para enganar…o melhor é fazer uma com vinho carrascão. (passa por rins)
A que gosto mais é muito simples. Tempero com alho, louro, pimenta preta, sal e rego com sumo de limão. Deixo assim algumas horas e depois é só cozinhar.

Deixo três receitas para cozinhar os túbaros, gostosas e simples de fazer.



Túbaros grelhados

Túbaros previamente cortados e temperados como  q.b.
Cebola picada q.b.
Salsa picada q.b.
Azeite q.b.
Vinagre q.b.

Grelhe os túbaros, corte em pequenos bocados e regue com um molho feito com cebola picada, salsa picada, azeite e vinagre. Se gostar pode adicionar alho picado e um picante a gosto.




Túbaros fritos com molho de mostarda

Túbaros previamente cortados e temperados  q.b.
Manteiga e azeite para fritar q.b.
Mostarda a gosto
Leite ou natas q.b.

Frite os túbaros em manteiga e azeite.
Quando estiverem quase fritos, adicione a mostarda e o leite e deixe apurar a seu gosto.
Costumo acompanhar com batatas cozidas ou fritas e salada como refeição principal.



Túbaros panados

Túbaros previamente cortados e temperados q.b.
Óleo para fritar q.b.
Ovo batido q.b.
Farinha q.b.
Farinha com pão ralado q.b.

Passe os túbaros por farinha, passe de seguida por ovo batido e novamente passe por farinha misturada com pão ralado. Leve a fritar em óleo quente.
Depois de fritos, deixe que escorram antes de servir.

Eu acompanhei com arroz e salada.

terça-feira, 9 de maio de 2017

Bolo de laranja

Um bolo simples de fazer... mas de fazer crescer água na boca...



Bolo de laranja

250g de açúcar
250g de farinha com fermento
4 ovos
Sumo de uma laranja
1 laranja (para forrar a forma)
Sumo de laranja e açúcar q.b. (para fazer o xarope)

Comece por bater o açúcar com os ovos. Depois de bem batido, adicione a farinha e o sumo de laranja.
Entretanto forre uma forma com papel antiaderente. Polvilhe com açúcar, (não muito) e espalhe rodelas de laranja finas a seu gosto. Verta a massa e leve ao forno (pré aquecido) a uma temperatura de 180º até estar cozido a seu gosto. (No meu forno levou 45 minutos, mas isto varia de forno para forno) Verifique a cozedura com a ajuda de um palito.
Entretanto faça um xarope misturando sumo de laranja com açúcar. Não dou quantidades porque também varia do seu gosto e do doce da laranja e da quantidade de sumo que estas têm. (no meu bolo utilizei o sumo de três laranjas)
Quando o bolo estiver cozido, desenforme e regue o bolo com o sumo de laranja até este absolver todo o sumo. (fica um bolo bem gostoso e húmido)




Dica: Neste bolo, substituí os 4 ovos de galinha por 2 ovos de gança. Nesta época tenho sempre muitos ovos de gança e de pata e é normal utiliza-los na cozinha. O dizerem que estes ovos não prestam para doceria é mito. Pode sempre utiliza-los desde que não tenha de bater claras em castelo. Ainda um dia destes experimentarei fazer algum doce em que baterei as claras destes ovos… e direi como correu.