sexta-feira, 20 de abril de 2018

Ervilhas com ovos escalfados e bife de peru




Tem dias em que não sei o que cozinhar. Foi o que me aconteceu há alguns dias em casa da minha filha. Tenho sempre dificuldade em me decidir quando estou na casa de algum dos meus filhotes. (nem sempre gostam do que eu gosto)
Dei uma espreitadela na arca e encontrei ervilhas e bifes de peru…foi o que almoçamos…




Ervilhas com ovos escalfados e bife de peru (duas doses)

500g de ervilhas (utilizei congeladas)
2 ovos
2 bifes de peru
1 cebola
Alho a gosto
1 folha de louro
Azeite q.b.
Polpa de tomate q.b.
Vinho branco q.b. (não obrigatório)
Sal q.b.
Picante a gosto (utilizei pimenta preta)
Coentros migados a gosto (pode utilizar uma outra erva a seu gosto)

Refogue a cebola, o alho em azeite até alourar. Adicione a polpa de tomate e os bifes de peru cortados em cubos e deixe refogar um pouco. Refresque com um pouco de vinho branco, junte as ervilhas e mexa. Quando voltar a ferver, deite água até cobrir as ervilhas, tempere com sal, picante e adicione os coentros o louro, deixe cozer. Quando as ervilhas estiverem quase cozinhadas deite os ovos um a um com cuidado. Tape e deixe escalfar em lume brando até estar apurado a seu gosto.
Antes de servir pode polvilhar com mais coentros se gostar.



segunda-feira, 16 de abril de 2018

Cachupa à minha moda (6 a 8 doses)




Há uns anos, tive uma empregada de Cabo Verde e foi com esta minha amiga que aprendi a cozinhar cachupa. A verdade é que com ela aprendi que a cachupa se confecionava com o que havia. Ela ia ao frigorífico, retirava os ingredientes que encontrava, fazia o mesmo na despensa e a cachupa nunca era igual.
Se havia chispe ou carnes idênticas, as carnes eram cozidas à parte antes de se fazer a cachupa. (muitas vezes eram salgadas no dia anterior)
Se as carnes eram mais tenras, juntava estas ao refogado como faço nesta minha receita.
A cachupa também poderia ter, abobora, cenoura etc. era o que havia. Também foi com ela que aprendi a juntar grão. Ela dizia que a variedade de produtos enriquecia o sabor. Dedico esta minha receita à minha empregada e amiga Teresa que há uns trinta anos perdi o rasto. Sei que voltou para Cabo verde…





Cachupa à minha moda (6 a 8 doses)

 Meio frango
2 chouriços de carne
1 farinheira
1 morcela
Um naco de entrecosto
Toucinho entremeado q.b.
Alho a gosto
2 cebolas
1 folha de louro
200g de milho (pode usar milho branco e amarelo)
500g de feijão-pedra cozido
200g de feijão encarnado cozido
200g de grão cozido
200g de ervilhas
3 batatas doces
Couve portuguesa q.b.
2 bananas pão verdes
Sal q.b.
Azeite q.b.
Picante a gosto

Coza os feijões, o milho e o grão depois de previamente demolhados.
Eu cozo o feijão pedra separadamente dos outros ingredientes secos.
Coza a banana e as batatas doces com a pele.
Faça um refogado com azeite, cebola e alho. Depois da cebola estar refogada, junte as carnes cortadas em pequenos bocados e deixe refogar. (pode cozer as carnes à parte e juntar no fim ao cozinhado)
Depois de estarem refogadas, adicione um pouco de água para cozer as carnes. Quando as carnes começarem a ferver, adicione as ervilhas, o louro e as couves migadas em grosso assim como o chouriço de carne cortado em rodelas também grossas. Tempere a seu gosto (com o picante, sal e também se gostar um ou dois cubos caldos de carne) e deixe cozer. Quando estiverem quase cozidas as carnes as couves e as ervilhas, junte os feijões, o grão, o milho e a morcela, assim como a farinheira. Retifique os temperos e deixe apurar a seu gosto. Retire a morcela e a farinheira da panela quando estiverem cozidas para então cortar em rodelas.
Antes de apagar o lume, adicione a batata doce cortada em pequenos bocados depois de lhe tirar a pele, rodelas de banana cozida também sem a pele, a morcela e a farinheira cortada.
Sirva polvilhada com coentros migados. (há quem goste mais de salsa)

Nota: Eu gosto de cozinhar cachupa em quantidade que dê para duas refeições.

Normalmente no primeiro dia é comida quase sem caldo, porque o caldo que fica na panela ajuda a apurar a cachupa para o dia seguinte que normalmente sirvo em prato fundo e é comida com colher...



domingo, 25 de março de 2018

Folar de sardinha/Bola de sardinha






Por vezes não sei que nome utilizar para esta receita. Tem zonas do nosso país em que lhe chamam bola e em outras é folar. Para mim isto é folar. Em breve deixarei aqui uma receita, aquilo que reconheço como bola e que faz parte do meu passado…


Bola de sardinha
600g de farinha
Fermento de padeiro q.b. (utilizei 25g em barra)
1,5dl de água morna
1dl de óleo alimentar
Uma pitada de sal
3 ovos
3 latas de sardinhas de tomate


Num alguidar coloque a farinha e faça uma covinha no meio. No meio da cova da farinha adicione o fermento diluído na água morna, os ovos, o óleo e o sal. Amasse tudo muito bem até a massa se despegar do alguidar e formar uma bola. Polvilhe com a farinha, tape com um pano e deixe levedar durante 1 ou duas horas.

Quando a massa estiver levedada, unte um tabuleiro ou uma forma, com manteiga e polvilhe com farinha. (eu não fiz isto. Simplesmente forrei a forma com papel anti aderente e pincelei com margarina líquida)
Forre o fundo da forma com metade da massa que deverá tender. Sobreponha sobre a massa as sardinhas que poderá partir em bocados de modo a que a massa fique coberta de sardinha. Regue com o molho que as latas de sardinha trazem. Por fim cubra com a restante massa. Pique a bola com um garfo e pincele se gostar, com gema de ovo. Eu não pincelei com a gema de ovo.
Leve ao forno a uma temperatura de 200º entre 30 a 45 minutos. (isto varia do forno que utilizar)
Nota: eu utilizei para fazer esta massa a máquina de fazer pão. Neste caso juntei todos os ingredientes na máquina como que fosse para fazer pão mas escolhi a programação de fazer só a massa. Na máquina é muito mais simples pois até a levedura fica correta.

quinta-feira, 22 de março de 2018

Folar da Páscoa





Lenda do folar da Páscoa

Numa aldeia portuguesa, vivia uma jovem chamada Mariana que desejava casar nova, mas não tinha pretendentes.
Então resolveu rezar a santa Catarina.
Tanto rezou a Santa Catarina que um dia lhe surgiram dois pretendentes: um fidalgo rico e um lavrador pobre, ambos jovens e belos.
Como Mariana não sabia qual escolher, recorreu novamente a Santa Catarina para fazer a escolha certa. Enquanto estava a rezar, bateu o lavrador pobre que se chamava Amaro a pedir-lhe uma resposta e marcando como data limite o Domingo de Ramos.
Passados alguns minutos, apareceu o fidalgo a pedir-lhe também uma decisão e marcando-lhe como limite a mesma data.
Mariana não sabia o que fazer.

No Domingo de Ramos, uma vizinha apareceu muito aflita avisar Mariana que o fidalgo e o lavrador se tinham cruzado num caminho e naquele momento, travavam uma luta de morte. Mariana correu até onde os dois se defrontavam, parou a luta e escolheu Amaro, o lavrador pobre.
No entanto Mariana continuava atormentada, porque lhe tinham dito que o fidalgo apareceria no dia do casamento para matar Amaro. Na véspera do Domingo de Páscoa, Mariana rezou a Santa Catarina e a imagem da Santa, ao que parece, sorriu-lhe.
No domingo de Páscoa, Mariana foi colocar flores no altar da Santa e, quando chegou a casa, tinha em cima da mesa, um grande bolo muito brilhante com ovos inteiros rodeado de flores. Eram as mesmas flores que Mariana tinha colocado no altar.
Então, correu para casa de Amaro, mas encontraram-se no caminho. Amaro contou-lhe que também tinha recebido um bolo igual. Pensaram ter sido coisa do fidalgo. Correram para casa do fidalgo para lhe agradecerem, mas o fidalgo também tinha recebido um bolo igual.
Mariana ficou convencida de que tudo tinha sido milagre de Santa Catarina para fazer com que todos se reconciliassem com amizade.
Este bolo que inicialmente se chamava folore, com o tempo, tornou-se conhecido como folar e transformou-se numa tradição que celebra a amizade e a reconciliação.
Durante as festas Pascais cristãs os afilhados costumam levar, no Domingo de Ramos, um ramo à madrinha de batismo e esta, no Domingo de Páscoa, oferece-lhe em retribuição um folar.
Esta lenda é tão antiga que se desconhece a sua data de origem, no entanto esta tradição da oferta do Folar da Páscoa chegou até aos nossos dias.
Se quiser confecionar o Folar da Páscoa para oferecer ao seu afilhado ou colocar na sua mesa no Domingo de Páscoa aqui deixo esta receita muito simples mas deliciosa.



Folar da Páscoa

500g de farinha
125ml de água morna
25g de margarina ou manteiga
3 ovos
125g de açúcar
1 colher de (chá) de erva doce moída
2 ovos cozidos
Raspa de laranja ou de limão a gosto
Fermento de padeiro q.b. (utilizei em barra 25g)
Sal q.b.


Numa vasilha coloque em monte a farinha e abra um buraco no meio. Adicione no buraco da farinha, os ingredientes secos, os ovos e a água e amasse até estar tudo bem ligado.
Polvilhe a mesa onde vai trabalhar e coloque a massa sobre o polvilhado. Amasse energicamente durante uns 10 minutos.
Coloque a massa numa vasilha tipo alguidar e polvilhe com farinha. Abafe com um pano e deixe levedar pelo menos uma hora em lugar quente e seco.
Unte um tabuleiro de ir ao forno ou forre com papel antiaderente. Verta a massa no tabuleiro, dê a forma que desejar ao bolo, tape novamente com o pano e deixe levedar mais uns 30 minutos.
Entretanto aqueça o forno a 200ºC.
Antes de levar o folar ao forno, coloque os ovos e pincele com uma gema de ovo.
Leve ao forno até estar cozido a seu gosto. (no meu forno levou 30 minutos, mas os fornos não são todos iguais)

Notas: Pode enfeitar com tiras de massa e até poderá fazer o folar sem ovos cozidos.

Se tiver uma boa batedeira, poderá simplesmente juntar todos os ingredientes e bater com as varetas mais grossas e depois trabalhar a massa na mesa.
Eu utilizei a máquina de fazer pão que bate e leveda o tempo necessário, só depois trabalhei a massa para colocar no tabuleiro.

terça-feira, 20 de março de 2018

Feijão congo/Feijoada de feijão congo










Hoje trago sabores quentes de África! Uma feijoada de feijão congo para aquecer a alma nestes dias de chuva, pois parece que o Inverno 
não quer dar lugar á Primavera! Para quem não conhece, o feijão congo, é um feijão pequeno, acastanhado, arredondado e com um sabor característico bastante acentuado. Tudo leva a crer que tem origem africana e que se terá dispersado para outras regiões com climas semelhantes. É um feijão muito presente na cachupa… (não fosse este prato bem africano)




  
Feijoada de feijão congo (4 a 6 doses)

400g de feijão congo cozido
300g de milho cozido
2 batatas doces (+ ou - 500g)
Abóbora cortada em cubos q.b.
1 cebola
Alho q.b.
1 folha de louro
Meio chispe
Entrecosto q.b.
Frango q.b.
1 chouriço de carne
Picante a gosto
Pimentão doce q.b.
Sal q.b.
Azeite para o refogado
Coentros migados a gosto

Coza o feijão e o milho em água depois de ter estado de molho.
Coza a batata doce com a pelo. (assim não se desfaz no guisado)
Coza as carnes em água e sal. (não junte o chouriço)

Comece por fazer um refogado com azeite, cebola e alho. Depois de alourar a cebola, adicione o chouriço cortado a seu gosto e deixe refogar um pouco. Junte um pouco da água de cozer as carnes e o feijão, (não muita para a feijoada não ficar muito aguada) quando levantar fervura, junte a abóbora, o feijão cozido, o milho cozido e as carnes cozidas e cortadas. Tempere com os restantes temperos e metade dos coentros migados. Deixe apurar. Quando estiver quase apurada a seu gosto, adicione a batata doce, pelada e cortada em cubos.
Antes de servir, polvilhe com os restantes coentros.

Nota: penso que deve dar o seu toque especial nesta feijoada para poder dizer que "eu faço a melhor feijoada africana". Quero dizer que pode adicionar outros ingredientes africanos a seu gosto assim como outras carnes.
Bom apetite.

sexta-feira, 2 de março de 2018

Cuscos Transmontanos com Camarão



Cuscos transmontanos são os últimos resistentes em Portugal, pois já há muito desapareceram do resto do nosso país.
Os cuscos são produzidos a partir de farinha de trigo barbela, (também esta variedade de trigo está em vias de desaparecer) chegou ao nosso país quando da presença moura e tem influencias do Magrebe.
Não me vou alongar porque muito se tem falado de cuscos. Dêem uma olhada neste site:

 http://www.memoriamedia.net/index.php/cuscos




Cuscos transmontanos com camarão (4 doses)

400g de cuscos transmontanos
200g de miolo de camarão
Camarão com casca q.b. (não obrigatório)
Azeite q.b.
Manteiga q.b.
Alho a gosto
1,5 litro de água ou caldo de camarão
Sal q.b.
Coentros a gosto
Pimenta preta a gosto

Coza os cuscos em água a ferver (ou caldo de camarão) temperada. Eu gosto de deixar os cuscos caldosos, para isto tenho sempre água quente que adiciono aos cuscos se necessário.
Entretanto frite o marisco e o alho num pouco de azeite e manteiga.
Adicione aos cuscos cozidos, o marisco e o azeite de fritar, envolva, retifique os temperos a seu gosto, adicione metade dos coentros migados, leve ao lume só para o paladar ficar todo por igual. (um minuto é o suficiente)
 Adicione os restantes coentros migados antes de servir. Bom apetite.

Nota: tenho sempre congelado água de cozer marisco que reparto por vários sacos e congelo. É um hábito que me facilita a confeção de vários pratos. Neste caso utilizei uma parte do caldo de cozer marisco no Natal. No entanto aconselho (se não tiver caldo) a utilizar um ou dois cubos de caldo de marisco para adicionar à água onde coze os cuscos.



segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Rancho de butelo e casulas (Trás os Montes)


Butelo e Casulas


Já se tornou normal no mês de Fevereiro realizar-se em Bragança e arredores o festival gastronómico dedicado ao butelo e às casulas.
Para muita gente ouvir falar de butelo e de casulas é algo estranho…mas para as gentes transmontanas é como leva-las aos tempos em que se vivia do fumeiro e do que a terra dava. Secava-se o feijão com as cascas para se comer de Inverno e tínhamos as casulas (ou cascas).
O butelo faz parte dos maravilhosos enchidos que esta maravilhosa zona coloca no fumeiro. Já falei  nele o ano passado nestas páginas.
A verdade é que estes ingredientes fazem parte regularmente das refeições aqui em casa. Não me posso esquecer que sou do norte, sou uma orgulhosa minhota onde a gastronomia é muito rica e aprendi desde muito cedo a cozinha-la…mas…casei-me com um transmontano e entrei facilmente neste mundo gastronómico.

Cozido com casulas e butelo

   
Este ano no Carnaval cozinhei um cozido em que as cascas (ou casulas) e o butelo estiveram presentes, mas este fim de semana apeteceu-me um rancho e resolvi confecinar o rancho com cascas e butelo.
Posso afirmar que rancho confecinado com cascas e butelo é uma maravilha. Experimentem que de certeza vão gostar.

Rancho de butelo e casulas


Rancho de butelo e casulas (8 doses)

1 butelo (mais ou menos700g)
250g de cascas
1 cebola
Alho a gosto
1 folha de louro
4 cenouras médias
4 batatas médias
500g de massa cortada (utilizei pontas)
Colorau q.b.
Pimenta preta q.b.
Sal q.b.
Azeite q.b.
salsa picada (não obrigatório)

Comece por cozer o butelo com as cascas em água já a ferver.
Quando as cascas estiverem quase cozidas, tempere com o sal. (se cozer as cascas sem sal, estas cozem mais depressa)
Eu cozi no dia anterior as cascas e o butelo.

Faça um refogado com azeite, cebola e alho. Quando o refogado estiver no ponto, junte um pouco de água de preferência quente. (tenho sempre água quente na cafeteira eléctrica)
Adicione nesta água com refogado, as batatas descascadas e cortadas em pequenos bocados assim como a cenoura. Tempere com pimenta, sal, colorau e o louro. Deixe levantar fervura. Depois adicione a massa, mecha para não pegar e junte o butelo em bocados e as cascas. Se necessário junte mais um pouco de água ou do caldo de cozer o butelo e as cascas. (eu não utilizo a água de cozer o butelo para não adicionar muita gordura ao rancho. Se vir que o paladar necessita de um cubo de carne, adiciono)
Deixe cozer um pouco. Retifique os temperos e aproveite para juntar a salsa picada. Deixe apurar a seu gosto.
Bom apetite.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Tarte de queijo fresco e espinafres




Naqueles dias em que nos apetece uma comida simples, esta tarte de queijo fresco e espinafres é uma boa sugestão.

Para a massa

2 chávenas de farinha
1 chávena de margarina
1/2 chávena de leite
1ovo


Misturam-se os ingredientes sem se bater, só misturar, forra-se com a mesma uma forma de tarte (não precisa untar a forma)



Recheio

Espinafres q.b.
Alho q.b.
Azeite q.b.
Queijo fresco q.b. (utilizei requeijão)
5 ovos
1 pacote de natas
Sal q.b.

Tem-se espinafres salteados(eu faço c/espinafres congelados) pico alho um fio de azeite e levo ao lume até os espinafres estarem salteados, deito-os dentro da tarte espalhando-os bem, em seguida corto fatias de queijo fresco ponho por cima dos espinafres e por ultimo 5 ovos batidos c/ 1 pacote de natas um pouco de sal verte-se tudo por cima e vai ao forno.

Parece complicada mas digo-vos que é fácil de fazer e com esta receita da massa faço todas as tartes doces, apenas que nas salgadas ponho um pouco de sal, com a mesma massa faço empadinhas de galinha, não tenho trabalho em forrar as formas.


Nota: Esta receita foi-me cedida pela minha amiga Cachopinha há mais de 10 anos. Faço-a regularmente pois é muito simples e saborosa.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Musse de bolacha




Hoje deixo aqui uma musse simples e saborosa.
A musse de bolacha é um doce rápido e que por norma nos desenrasca numa refeição em que a sobremesa tem de estar presente.



Musse de bolacha   (12 doses)

250 g de bolachas (utilisei Maria)
120 g de açúcar
6 Ovos
3,5 dl de  leite
0,5 dl de água



Esmigalhe as bolachas e regue-as com o leite quente para amolecerem.
Leve ao lume numa vasilha o açúcar e a água e deixe ferver 2 ou 3 minutos. Retire o açúcar do lume e adicione  ás gemas batidas lentamente, mexendo sempre para não talhar. Leve o doce de ovos ao lume e dê um pequeno aquecimento. (não deixe ferver)
Entretanto bata as bolachas amolecidas no leite até obter uma papa.(Eu utilizei a varinha para ficar bem desfeita)
Junte às bolachas o doce de ovos e mexa bem. Por fim envolva as claras batidas em castelo bem firme (não bata) e está a musse pronta a distribuir por taças. Leve ao frigorífico até servir. 
Antes de servir pode decorar a superfície da musse com bolacha moída, chantili, chocolate, doce etc. etc.
Eu nesta musse decorei uma com doce de arandos vermelhos e a outra com migalhas de bolacha e de chocolate pois sei que torna a musse muito mais saborosa.
Bom apetite.

Dica: Para fazer esta musse pode utilizar qualquer variedade de bolachas ou até mesmo bolos secos. Neste caso terá de tomar em atenção o açúcar que vai adicionar por pode já ter o açúcar necessário.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Filhós/Filhoses de Carnaval Alentejanas



Filhoses de Carnaval

Vivi na minha infância e juventude nos arredores de Lisboa e era normal os meus companheiros e companheiras de brincadeiras comerem filhoses nesta época. Eu que estava habituada a só as ver pelo Natal na mesa em minha casa, achava estranho mas alinhava na degustação das mesmas. É como se diz "O que é doce, nunca amargou".
Com o correr dos anos aprendi que esta tradição de filhoses no Carnaval se estende a várias zonas do nosso país.
Moro no Alentejo há mais de vinte anos e também aqui encontrei as filhoses de Carnaval. Claro que tive de perguntar como as confecionavam e também criei este hábito de as confecionar no Carnaval.
Dizem por estes lados que elas ficam com esta forma porque as pessoas antigas as moldavam no joelho...eu não acredito muito nisso...mas enfim...




Filhoses de Carnaval Alentejanas

500g de farinha de trigo q.b.
4 ovos
1dl de leite
4 colheres (sopa) de açúcar 
100g manteiga (ou banha)
Raspa de limão q.b.
Fermento de padeiro q.b.
Óleo para fritar q.b.
Açúcar e canela q.b.




Na vasilha da batedeira: (utilise as varetas para massa grossa)
Junte ovos, leite morno em que dissolveu fermento, manteiga derretida, 3 colheres de açúcar e raspa de limão. Misture tudo e vá adicionando a farinha até que a massa fique com a consistência de massa de pão.(poderá ficar um pouco mais mole)
Bata muito bem e abafe até que a massa levede e pelo menos, duplique o volume. (se colocar num espaço aquecido a massa leveda mais depressa)
 Quando a massa levedar, enfarinhe e separe em pequenas quantidades.
Faça pequenas bolas e tenda-as com as mãos esticando-as de modo a que formem no centro uma depressão mais fina, cercadas por um aro mais espesso em massa.
Frite em óleo quente e vire-as para que alourem dos dois lados.
Depois de fritas, deixe que escorram em papel absorvente e depois polvilhe com açúcar e canela. 
Eu gosto de as comer ainda quentes