quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Quatro doces, quatro sabores





Sempre que chegava ao outono lá começava a trabalheira de se fazerem os doces que nos iam aquecer o coração e o estômago durante o inverno que se aproximava. Era a época que eu mais adorava na minha infância. Como eu gostava de ver a minha tia ou a minha avó à volta das panelas com uma grande colher de pau que muitas vezes também servia para me ameaçarem se eu não estivesse quieta. A verdade é que eu tinha a tentação de espreitar para o que elas estavam a cozinhar. Quando viravam as costas lá ia eu encavalitar-me num banco para espreitar a maravilha que elas cozinhavam sem me aperceber no perigo que corria…
No fim aparecia a marmelada, geleia e doces de frutas variadas… (normalmente o doce de tomate estava presente assim como o de figo) como tenho boas recordações…
Atualmente continuo a fazer os doces mas faço-os mais durante o ano e muitas mais variedades. Criei o habito de congelar os frutos e ir confecionando doce em pequenas quantidades consoante as necessidades. A verdade é que não tenho quem os consuma em quantidade. Somos só dois em casa, os filhos seguiram os seus rumos e cada um tem a sua casa.
Tudo isto para vos dizer que com o correr dos anos comecei numa de novos sabores e novos hábitos.
Há uns doze anos comecei por confecionar doce de cebola e como o resultado me agradou, continuei explorando novos sabores com ingredientes diferentes  que sirvo como entradas, acompanhados por variedades diferentes de queijo ou simplesmente barrados em pão ou bolachas.
Hoje deixo-vos aqui uma amostra:

Doce de cebola

Cebola q.b.
Açúcar q.b.
Casca de limão q.b.
Estrelas de anis a seu gosto

Coza a cebola descascada em água. (poderá juntar uma pitada de sal)
Depois da cebola cozida, escorra-a e pese-a.
O peso da cebola cozida será igual ao peso do açúcar que deverá utilizar na confeção do doce.
Leve ao lume numa vasilha a cebola com o açúcar, casca de limão e o anis, mexendo para não deixar queimar o açúcar. Quando estiver fervendo e o açúcar estiver líquido, retire a casca de limão e anis para um prato e reserve. Triture a cebola, adicione novamente a casca de limão e o anis e leve ao lume a apurar. O apuramento é muito rápido.
O resto é o procedimento normal de acondicionamento de doces.

Nota: O doce de cebola com qualquer variedade de cebola assim como pode variar os sabores. Já tenho substituído o anis, por pau de canela assim como pimenta em grão. Também pode substituir a casca de limão por uma pitada de vinagre. Variar o paladar ao seu gosto é normal. Aconselho sempre a que deem um toque pessoal quando cozinhem.






Doce de pimento verde com gindungo

Pimentos q.b.
Açúcar q.b.
Gindungo q.b. (ou outro picante a seu gosto)
Casca de limão q.b.


Comece por colocar os pimentos inteiros (previamente lavados) num tabuleiro. Leve ao forno a assar os pimentos. Só precisam de assar o suficiente para facilmente lhes retirar a pele depois de frios.
Depois de lhes tirar a pele, limpe-os de sementes.
Pese os pimentos assados e limpos.
O peso dos pimentos será igual ao peso de açúcar que ira utilizar na confeção do doce.
Leve ao lume numa vasilha os pimentos, o açúcar, a casca de limão e o gindungo. Deixe cozinhar mas não esqueça de mexer para o açúcar não queimar.
Depois de levantar fervura e o açúcar se tiver desfeito, retire a casca de limão e reserve. Triture o doce com a ajuda da trituradora, adicione novamente a casca de limão e leve ao lume a apurar a seu gosto.

Nota: Tome em atenção o picante que adiciona, é preferível juntar pouco e quando estiver quase pronto o doce, prove e ajuste o picante.






Doce de pimento vermelho

Pimento vermelho q.b.
Açúcar q.b.
Pau de canela q.b.
Casca de limão q.b.

Comece por levar ao forno os pimentos (previamente lavados) a assar para lhes poder facilmente retirar a pele.
Depois de assados, retire-lhes as peles e as sementes.
Pese os pimentos e leve-os ao lume com o mesmo peso em açúcar acompanhados da casca de limão e do pau de canela.
Deixe ferver mexendo para não deixar queimar o açúcar. Quando o açúcar estiver dissolvido, retire o pau de canela e a casca de limão e reserve.
Triture os pimentos com a ajuda da trituradora e leve novamente ao lume em conjunto com o pau de canela e a casca de limão. Deixe cozinhar mexendo até estar no ponto que deseja.
 Nota: Neste pimento, normalmente não adiciono picantes pois o pimento maduro tem um toque mais apurado e a tirar para o picante.






Doce de tomate e alho

500g de tomate maduro e migado
5 dentes de alho
500g de açúcar
Pimenta Caena a seu gosto
Casca de limão q.b.
Louro q.b.


Leve todos os ingredientes ao lume a cozinharem.
Quando estiverem quase no ponto, retire a casca de limão e o louro. Triture com a ajuda da trituradora. Leve novamente ao lume a acabar de apurar.



Nota: Se não tiver pimenta caena, substitua por pimenta preta e um pouco de canela em pó.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Linguine com marisco






Gosto de linguine, mais até de que esparguete. Hoje deixo aqui uma receita que faço frequentemente. Espero que seja do vosso agrado.



Linguine com marisco


400g de linguine
24 camarões crus e descascados
4 camarões com casca para enfeitar (facultativo)
Ameijoa q.b.
Mexelhão q.b. (não obrigatório)
1 pimento cortado
Azeite q.b.
Manteiga q.b.
Coentros picados a gosto
Alho picado a gosto
Picante a gosto
Sal q.b.

Comece por cozer o linguine em bastante água a ferver temperada com azeite e sal.
Quando colocar o linguine a cozer, mexa para não ficar colado.
Deixe cozinhar entre 5 a 8 minutos de modo a ficar el dente.(nos pacotes de linguine aconselham o tempo de cozedura, pois esta varia de variedade para variedade)
Depois de cozinhado, escorra a massa e passe-a por água fria para não colar.





Entretanto leve ao lume numa frigideira azeite, manteiga e comece por fritar o alho tomando atenção para este não queimar. Adicione o pimento e os camarões para fritarem até ganharem alguma cor, junte as ameijoas e o mexelhão (que devem estar limpos de areias), tempere com picante a gosto, coentros e sal se necessário.
Mexa e deixe saltear até que os mariscos estejam a seu gosto. (normalmente tiro do lume assim que as ameijoas e o mexelhão abrem)
Depois de cozinhado, retiro para um prato o camarão inteiro, o mexelhão e as ameijoas.
No molho que ficou com o camarão descascado, junte o linguine.
Salteie tudo muito bem durante alguns minutos.
Antes de servir, polvilhe com mais coentros picados e enfeite com as amêijoas, mexelhões e o camarão inteiro.



Bom apetite!

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Musse de mucua



Há dias encontrei mucua (cabeceira em algumas zonas de África) à venda e não consegui resistir. Tive de comprar e com ela fiz uma saborosa musse. Tenho de dizer que, eu a tirar fotos não tenho jeito nenhum e não consigo transmitir uma imagem que demonstre o sabor da musse… ela ficou mesmo deliciosa.




Musse de Mucua (cabaceira)

300g de mucua (miolo)
24g de gelatina em pó incolor
2 pacotes de natas
1 lata de leite condensado

Comece por fazer um concentrado de mucua, fervendo a mucua em mais ou menos 0,5 litro de água. (tem de se tomar atenção porque pode rapidamente desaparecer a água e ter de lhe juntar mais água para não queimar)
Depois de ferver alguns minutos, ficara com um concentrado grosso e escuro.
Passe o concentrado por um passador para retirar os caroços.
Leve ao lume 0,5 litro de concentrado até levantar fervura e junte a gelatina mexendo bem para dissolver.
Entretanto bata as natas, junte o leite condensado e por último adicione o concentrado de mucua com a gelatina e bata bem.
Verta em taças e leve ao frigorífico.
Sirva simples ou decorado a seu gosto.

Nota: pode utilizar gelatina em folha incolor se preferir.

Sugestão: adicione à musse um licor a seu gosto ou mesmo uma pitada de whiskey.


sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Pataniscas

Adoro pataniscas de todas as variedades, (peixe, legumes etc.) mas as de bacalhau estão em primeiro lugar.
Na minha casa era normal fazer-se pataniscas como refeição principal. Normalmente eram acompanhadas com arroz e salada. As mais presentes eram de bacalhau mas a sua confeção variava se eram cozinhadas pela minha avó ou pela minha tia.
A minha avó cozinhava-as à moda do norte (mais croças e arredondadas). A minha tia à moda de Lisboa (finas e redondas). Também variavam nos ovos. Se a galinha pôs ovo, a patanisca levava ovo, se não havia ovo eram confecionadas sem ovo.
Normalmente também eram confecionadas à moda antiga com o bacalhau cru, mas também eram muitas vezes confecionadas com sobras de bacalhau cozido que sobrava da refeição do dia anterior.





Deixo aqui algumas maneiras de cozinhar pataniscas de bacalhau:


500g bacalhau
4 ovos
150g farinha
1 cebola
Salsa picada q.b.
Óleo para fritar
Sal q.b.
Pimenta preta q.b.


Depois de demolhado, escalde o bacalhau. (se cozer o bacalhau fica mais palha)
Escorra o bacalhau e lasque-o retirando também todas as peles e espinhas.
Faça o polme juntando os ovos com a farinha até obter um creme. Se achar necessário pode acrescentar um pouco da água onde cozeu o bacalhau.
Entretanto pique a cebola finamente, bem como a salsa, e junte ao polme em conjunto com o bacalhau.
Por fim tempere a seu gosto com a pimenta e sal. (tome em atenção o sal do bacalhau). Frite colheradas do preparado em óleo bem quente ou azeite. (em azeite utilize azeite refinado)
Depois de fritas coloque em papel absorvente para escorrerem.
Sirva as pataniscas como entrada ou refeição.



Pataniscas de bacalhau

1 chávena (chá) de farinha
3 ovos
1 colher (sopa) de azeite
1 chávena (café) de água
200g de migas de bacalhau demolhado
Cebola picada q.b.
Salsa picada q.b.
Azeitonas descaroçadas cortadas em rodelas q.b. (facultativo)
Sal q.b.
Pimenta q.b.
Óleo q.b. (para fritar)


Ponha a farinha numa taça e abra-lhe um buraco ao centro. No buraco coloque azeite, os ovos batidos, o sal e a pimenta. Mexa bem até se encontrar tudo misturada. Por fim adicione a água, aos poucos até se tornar um polme de consistência leve.
Adicione por fim a cebola, a salsa, o bacalhau e as azeitonas. Mistura bem e reserve.
Aqueça o óleo e coloque colheradas de massa. Deixe fritar virando dos dois lados até alourarem, retire e escorra sobre papel absorvente.

Poderá confecionar as pataniscas no forno fazendo da seguinte forma:
Num tabuleiro forrado de papel vegetal e untado de azeite, coloque colheradas de massa. Leve o tabuleiro ao forno a uma temperatura de 200ºC mais ou menos durante 15 minutos.


Bom apetite.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Sopa de peixe à minha moda







Este ano não vou de férias mas as lembranças de anos passados estão no meu pensamento assim como no meu coração e muitas vezes fazem com que a minha imaginação trabalhe.
Há dias tive vontade de comer uma sopa de peixe bem francesa que é confecionada em Marselha junto ao porto. Claro que não a consigo fazer por falta de uma data de ingredientes (principalmente a variedade de peixe que existe na zona) e claro o não estar em Marselha também conta.
Estou no Alentejo e tenho sempre felizmente a minha arca congeladora cheia de bons produtos.
Com ajuda dos bons produtos que tenho na arca, daquilo que cultivo no quintal e com a minha mãozinha para cozinhar, saiu uma sopa maravilhosa que já tive de confecionar várias vezes para familiares e amigos.

Sopa de peixe à minha moda (4 a 6 doses)

3 postas de peixe (utilizei cabeça de corvina e duas postas)
200g de miolo de camarão
400g de ameijoas
4 tiras de potra cortada em cubos
Camarão  inteiro q.b.
2 cubos de caldo de peixe ou de camarão (não obrigatório)
2 cebolas picadas
1 pimento migado
750g de tomate migado bem maduro
Alho a gosto
1 folha de louro
Azeite q.b.
Pimenta preta q.b.
Picante a gosto (utilizei gindungo)
Uma pitada de açúcar (para disfarçar o ácido do tomate)
Baguete cortada em rodelas e torradas no forno

Comece por cozer o peixe em água e sal. Depois de cozido, retire este da panela e deixe arrefecer , desfaça em lascas retirando as espinhas e reserve. Também reserve a água de cozer o peixe depois de cuada.
Refogue a cebola no azeite sem deixar que aloure. Junte o alho, o louro, o tomate a pitada de açúcar (não obrigatório), o pimento e deixe cozinhar.
Quando o tomate começar a ficar quase apurado, comece por juntar a potra, o camarão etc. pela ordem de tempo que precisam para cozinharem.
Como o tomate vai começar a engrossar, junte a água de cozer o peixe na medida que necessitar para ficar uma sopa com algum caldo mas não aguada. Retifique os temperos a seu gosto, (junte os cubos de caldo de peixe ou de camarão se desejar) deixe apurar e por último junte as lascas de peixe.
Sirva quente acompanhada pelas tostas regadas com azeite e alho.

Bom apetite.


sexta-feira, 14 de julho de 2017

Arroz de aipo e cenoura / Creme de aipo e cenoura







Hoje vamos falar de Aipo (também conhecido por salsão). Na verdade o seu nome é Apium graveolens. (Eu não sou capaz de decorar este nome)
No século dezassete o aipo começou a ser cultivado em Itália a partir de um tipo silvestre. Este cultivo deu origem a várias variedades menos amargas. No século dezanove, o aipo já era consumido tanto na Inglaterra como na América.
Este vegetal de folhas verdes pertence à família Apiaceae.(exemplo agrião, salsa, cenoura etc.) O talo é o mais consumido. Este vegetal além de ser um alimento de baixo teor calórico é rico em nutrientes e água. O caule pode ser cozinhado ou consumido cru. As folhas podem ser usadas em sopas, molhos e caldos. Também a raiz é utilizada principalmente na Páscoa Judaica na preparação do sêder
As sementes contêm óleos que são utilizados em medicamentos.
Os benefícios do aipo são vários porque ele é um alimento com baixa caloria. Fornece apenas 10 calorias por 100 gramas de seu consumo e contém 95% de água. Também composto de hidrato de carbono, fibra dietética. Tem poucas quantidade de gordura e de proteína. O Aipo é rico em vitaminas como:
Vitamina A, vitamina B, vitamina C, vitamina E, vitamina K e contem também cálcio, potássio, sódio e fósforo.
Como contém luteolina que é um tipo de flavonóide que limita o crescimento de células cancerosas e ainda é ajudado pelos ácidos fenólicos em prostaglandinas que restringem e ajudam a impedir o metabolismo das células cancerígenas e a cumarina que é um fitoquímico, estudos dizem que o aipo ajuda a evitar o aparecimento do cancro do cólon e do estômago.

Aproveito falar do aipo para vos deixar duas receitas feitas com aipo:




Arroz com cenoura e aipo

 


3 chávenas de arroz cozido
Talo de aipo fresco migado q.b.
Cenoura cortada em cubinhos q.b.
1 cebola
Azeite ou óleo q.b.
Alho a gosto
Sal q.b.



Comece por fazer um refogado com azeite, cebola e alho sem deixar alourar. Adicione o aipo e a cenoura e saltei sem deixar cozer muito. Se gostar pode polvilhar com um pouco de pimenta. Tempere com o sal, tomando em atenção ao sal que já adicionou no arroz previamente cozido.
Quando o aipo e a cenoura estiverem salteados, adicione o arroz e envolva. Deixe no lume só o suficiente para o arroz ficar quente como o aipo e a cenoura.
Sirva a acompanhar tanto carne como peixe e se gostar pode polvilhar com salsa picada.




Creme de cenoura e aipo

 

3 cenouras médias
1 aipo fresco  
400g de batatas descascadas
Alho a gosto
1 cebola
Sal q.b.
Pimenta a gosto
Água q.b.
1 embalagem de natas
Azeite virgem q.b.





Comece por limpar e cortar os legumes todos. (no aipo aproveite tanto o talo como a rama)
Leve os legumes a cozer em pouca água temperada com sal. (pode adicionar um ou dois caldos em cubo de carne ou legumes)
Depois de tudo bem cozido, reduza a um creme, adicione as natas e leve ao lume até levantar fervura. Entretanto retifique o tempero adicionando um pouco de pimenta e de azeite. (tomar em atenção a quantidade de azeite, pois já tem a gordura das natas) Se necessitar de um pouco mais de caldo porque está muito grosso, junte um pouco de leite ou água.
Antes de servir pode polvilhar com um pouco de rama de aipo migada e regar com um pouco fio de natas.

Bom apetite.

terça-feira, 4 de julho de 2017

Baguete tipo pisa/Baguete com atum e maionese






No verão as sandes estão sempre presente tanto como lanche como refeição. É normal levar umas sandes numa caixa térmica para a praia ou para o campo.
Hoje vou deixar aqui duas sugestões de baguetes saborosas e fáceis.










Baguete com atum e maionese

1 baguete cortada ao meio
Maionese a gosto
Atum q.b.
Tomate cortado em rodelas q.b.
Milho cozido q.b.
Queijo cortado em cubos q.b. (utilizei flamengo)
Ovo cozido ralado q.b.
Coentros migados a gosto

Comecei por barrar a baguete com maionese, cobri com rodelas de tomate e fui sobrepondo todos os outros ingredientes, finalizando com o ovo ralado e os coentros picados.
Se gostar polvilhe com pimenta preta.
Bom apetite.



Baguete tipo pisa

Azeite virgem q.b.
Tomate cortado em pequenos cubos q.b.
Milho cozido q.b.
Manteiga q.b.
1 baguete cortada ao meio
Queijo ralado a gosto
Azeitonas pretas q.b.
Fiambre cortado não muito fino q.b.

Comecei por barrar a baguete com manteiga. Sobrepus todos os outros ingredientes acabando por regar com um fio de azeite. Levei ao forno alguns minutos e ficou pronto a comer tanto quente como fria.
Espero que gostem destas sugestões e não esqueçam de acompanharem sempre com uma boa salada.


Nota: Não esqueça que pode sempre utilizar outros ingredientes a seu gosto. Ponha a sua inteligência a trabalhar e de certeza criara refeições simples mas saborosas…







terça-feira, 20 de junho de 2017

Coelho com laranja, legumes e mandioca frita







Coelho com laranja, legumes e mandioca frita

Coelho cortado em pedaços q.b.
Sumo de laranja q.b.
Azeite ou banha q.b.
Picante a gosto q.b. (utilizei pimenta preta)
Alho a gosto (utilizei em massa)
1 folha de louro
Sal q.b.
Legumes cortados q.b. (utilizei jardineira congelada)
Mandioca q.b.
Óleo q.b. (para fritar a mandioca)


Comece por fazer uma base de tempero com o sumo de laranja, azeite, picante, alho, louro e sal.
Tempere os pedaços de coelho com o tempero e deixe assim durante algumas horas. (deixei no frigorífico durante a noite)
Depois de o coelho tomar os sabores, coloque este num tabuleiro e leve ao forno até alourar a seu gosto.


Retire o tabuleiro com cuidado para não se queimar e vire o coelho.


 Aconchegue o coelho e junte os legumes polvilhados com um pouco de sal e regue também com um fui de azeite. (se tiver muita gordura no tabuleiro aproveite e envolva os legumes e não regue com o azeite)


Leve novamente ao forno a acabar de assar o coelho e os legumes ficarem salteados no forno a seu gosto. (normalmente quando o coelho fica assado, os legumes estão no ponto que eu gosto)



No fim de tudo estar assado, escorra o molho e leve ao lume numa frigideira com mais um pouco de sumo de laranja e deixe apurar. (não o fiz, o meu coelho era caseiro, era bastante gordo e não precisava de molho)

Entretanto descasque a mandioca e corte para fritar como faz com as batatas. (eu cortei tipo chips)

Depois de tudo cozinhado, sirva o coelho acompanhado pelos legumes e por mandioca frita. (não é obrigatório ser com mandioca frita, pode substituir por um outro acompanhamento a seu gosto)
Regue com o molho ou sirva este numa molheira.



Nota: quando o coelho é de compra no talho, normalmente para mim é seco, então junto sempre banha. Neste coelho não tive essa necessidade porque era caseiro e tinha muita gordura que aproveitei para o cozinhar e só adicionei um fio de azeite.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Galinha em kitaba / Galinha com moamba de ginguba




Kitaba é o nome que se dá em algumas zonas de Angola à ginguba moída. Também lhe chamam moamba de ginguba.
É muito fácil encontrar nos nossos espaços comerciais, é idêntico à manteiga de amendoim, só que não tem açúcar.
Antigamente esta massa era feita ao esmagar a ginguba crua. Hoje nem em Angola se faz isto. Compra-se em frascos ou latas nos mercados locais.





Galinha em kitaba

Galinha cortada q.b.
1 cebola
Óleo para o refogado q.b.
Vegetais a gosto (não é obrigatório)
Massa de ginguba q.b.
Sal q.b.
Picante a gosto

Comece por refogar a galinha com a cebola e o óleo a seu gosto. (usei óleo de ginguba)
Quando a galinha estiver dourada a seu gosto, adicione um pouco de água para ajudar a cozer a galinha (pode substituir, por cerveja) e os temperos.
Quando a galinha estiver quase cozida, junte as folhas de vegetais, deixe acabar de cozer.
Por último desfaça um pouco de massa de ginguba num pouco do caldo da galinha, adicione á galinha e deixe apurar. Não esqueça de retificar os temperos a seu gosto e se necessário, junte um pouco mais de água, pois a massa de ginguba tem tendência a engrossar.
Acompanhe com funje ou um outro acompanhamento a seu gosto.


Nota: nesta receita, eu utilizei agriões e acompanhei com funje feito de farinha rica da Guiné. Farinha rica da Guiné é farinha de mandioca parecida com a farinha dos musseques de Angola, só que é um pouco mais grossa. Em Angola também já há algumas zonas onde lhe chamam farinha rica. Gosto do funje feito com estas farinhas mais grossas de mandioca do que com a fuba. Têm um sabor diferente e mais dentro das tradições primitivas, é moída no pilão. Não nos podemos esquecer, que a fuba é uma farinha muito mais bem moída e é moída normalmente em moinhos.  

terça-feira, 6 de junho de 2017

Tarte rústica de morango (poderá ser de outra fruta)

Gosto de aproveitar o excesso de fruta que tenho em casa tanto em doces como em sobremesas fáceis de executar.
Muitas das vezes corto a fruta em pedaços e congelo para não fazer nem doces nem sobremesas em excesso que se tornam difíceis de consumir. Tudo o que é demais enjoa. Fora da época, as frutas que tenho congeladas utilizadas na culinária até parece que sabem melhor.
Não é o caso da receita que hoje elaborei. Nesta altura do ano tenho muitos morangos (alguns já estão congelados) e resolvi fazer uma tarte muito simples.

Tarte rústica de morango (poderá ser de outra fruta)

1 embalagem de massa folhada redonda
Morangos limpos e cortados a gosto q.b.
Creme de pasteleiro q.b.
Açúcar em pó q.b. para polvilhar (não obrigatório)



Forre uma forma para tartes ao contrário como mostra a foto, pique a massa para não empolar no forno.
Leve a forma coberta com a massa, ao forno a cozer. 



Quando estiver quase cozida, retire a massa da forma e leve novamente ao forno a acabar de cozer a seu gosto. Esta maneira de cozer a massa é fácil e rápida, como é para lhe dar uma forma rústica e não muito certinha, aproveita toda a massa da embalagem.



Depois de cozida deixe arrefecer.




Entretanto faça um creme de pasteleiro a seu gosto. (Encontra no meu blog a receita)
Recheie a tarte com o creme pasteleiro (que deve estar frio). Sobreponha as frutas cortadas, polvilhe com o açúcar (se gostar pode polvilhar com coco ralado) e está pronta uma bela sobremesa.
Bom apetite.



Nota: Neste creme substitui o leite por calda de uma lata de ananas que tinha congelado. É uma maneira de aproveitar as caldas das latas de frutas que muitas vezes utilizamos e que sobram depois de gastarmos as frutas.